Monday, July 3, 2017

VA Convida: Afinal... o que é amor? (Milton Rubinho)

De verdade, tô me perguntando desde quando a musica do Haddaway era sucesso, e isso já faz mais de duas décadas...



4 letras e tantas respostas diferentes, não é?

Já pensei que amor era se lascar inteiro e não desistir porque acreditava demais que aquele caminho e aquela pessoa eram os ideais (mesmo sendo mal-tratado, pisado e nem assumido como namorado)...

Já pensei que amor era viver o presente acreditando num futuro desgraçadamente distante (e esquecer que o futuro próximo era mais incerto que o clima em São Paulo)...

Já pensei que era ir contra tudo e contra todos, vivendo uma história quase igual a Romeu e Julieta (que se fosse para dar certo não terminava como termina o livro/filme)...

Já pensei que fosse ser submisso às vontades e desejos porque em algum momento eu tinha cometido algum erro (e assim, deixar a pessoa tratar um pouco pior que capacho de porta)...

E bom, ao menos esses cases, eu sei que não são amor. Isso eu já aprendi. Depois de algum suor e muitas lágrimas, já deu para ter alguma referência do que não funciona.

Ok, E você tem a resposta para isso, mestre da sofrência?

Bom o mestre da sofrência, na verdade, é o Pablo...  E a resposta?  Então...

Uma grande amiga minha disse, certa feita e depois de pastar muito também, que “Amar tem que ser leve, tem que ser fácil”. Amor impossível é lindo em filme, é lírico e fofo e... quem não gosta de uma história de superação nesse sentido? Mas ai que tá...

Duas pessoas, duas vidas, dois corpos, duas almas, dois milhares de sonhos e vontades e desejos e medos e manias convivendo já não é uma equação lá das mais fáceis de resolver, certo? Agora... Imagina isso começando errado. Imagina isso já começando com mais medos e mais inseguranças e mais traumas. É pior que começar uma maratona contra aqueles quenianos estando tu 10 km atrás deles! Chance tendendo a zero de funcionar!

Então, não sei a bendita da resposta? Não. Confesso.

Mas já aprendi uma coisa: Nada que começa mal consegue ficar bem. Então, se vai começar, começa bem, começa direito. Começa com aquela pessoa que você gosta e admira e que te faz rir com as pataquadas, que esteja um mínimo resolvida e livre. Pega na mão, da o que você pode. Faz o que tá ao seu alcance. Acredita se a pessoa te da essa chance, se a pessoa fica feliz com um “Bom dia!” ou um “Senti sua falta!” no meio do dia. E se houver uma outra coisinha pequena mas gigante chamada RECIPROCIDADE... Why not?

E aí, usando do pouquinho que escrevi aqui, mais o que cada um aprende na vida, quem sabe vocês aí não aprendem o que é?

Beijos e abraços,
Milton Rubinho

33 anos, trabalha com mecânica desde os 15 anos e com carros desde os 18. E, apesar de marteladas e graxa nas unhas, não tem um coração de aço, muito pelo contrário!

4 comentários:

Liana Carmo said...

Genro escreveu bonito demais, agora é encontrar esta equação da leveza, facilidade e reciprocidade. Sigo na procura!

Leandro Santos Cardoso said...

Bom dia!!! Escreveu certinho, já passei por tudo isso e confesso, ainda estou mais perdido que cego em tiroteio. Abçs.!!!!

Milton Rubinho said...

Cara, estar perdido faz parte do processo por incrível que pareça. Melhor estar perdido tentando achar uma saída do que estar incomodado e acomodado...

Milton Rubinho said...

Sogritcha, estava e estou inspirado! Que posso fazer??? Rs

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