Friday, December 2, 2016

Se declarar ou não?

Por Thais Roland

Eu não tenho certeza se já escrevi sobre isso por aqui. Sei que está nas minhas anotações de temas para o Vadio Amor, então, devo ter pensado, mas não devo ter escrito, o que foi bom, já que mudei um pouco de opinião a respeito deste assunto... na verdade, é uma ressalva. Hahaha

Sempre fui da opinião de que, quando você gosta de alguém, tem que dizer. Mesmo que a pessoa seja comprometida ou pareça super feliz. A gente nunca sabe e então não deve morrer com a dúvida.

Mas ultimamente ando com uma relação super estranha com o Amor e cheguei à conclusão de que não quero saber sobre ninguém que esteja interessado(a) em mim. Não importa meus “status de relacionamento” no momento, não importa se estou sozinha, namorando, casada... não importa. Eu não quero saber e não quero ter que falar sobre esse assunto com ninguém.

Quem me acompanha pelas redes sociais, ou mesmo quem me conhece, mas não tem uma relação muito íntima comigo não sabe se estou com alguém ou não e existe um motivo muito justo pra isso: Eu não quero que esta seja uma informação pública e, por isso, não posto sobre isso. Simples assim. Privacidade.

Mas a privacidade traz certos inconvenientes para alguém como eu, que não quer saber quem tem ou não interesse em mim. A privacidade traz dúvida e a dúvida traz curiosidade, que, por sua vez, faz com que as pessoas queiram tratar deste assunto comigo.

Nos últimos tempos isso tem acontecido muito mais do que eu gostaria. Mais de uma vez já vieram me perguntar, no inbox do Facebook, se estou ou não comprometida, ou dizer que super se identificou comigo e gostariam de me conhecer melhor.

Um ponto aqui (que sempre me irritou) é que as pessoas que me conhecem apenas através das redes sociais, na verdade NÃO me conhecem. Conhecem apenas uma ou outra coisa sobre mim (principalmente que gosto de carros) mas eu sou muito mais do que isso, ou seja, se você também gosta de carros isso é apenas UMA afinidade comigo e nada mais. Definitivamente não significa que fomos feitos um para o outro. Imagino que não seja difícil de entender isso.

Mas até aí, a iniciativa da pessoa de me escrever e dizer que se interessou por mim está dentro da minha crença de que a gente sempre deve falar o que sente, mas como proceder, quando a outra pessoa não quer saber? Mais ainda, como proceder para que seja de domínio público e constante a informação de que, no meu caso, as pessoas não devem se declarar porque eu não quero saber? Como deixar claro que eu não estou aberta, nem disposta a discutir sobre este assunto com ninguém de uma maneira não rude?

Tenho algumas regras com relação à contatos pelas redes sociais e ando mudando minhas visões sobre elas por causa dos desdobramentos em cada caso.

- Quando me mandam mensagens ofensivas eu simplesmente as ignoro e bloqueio a pessoa. Acho mais saudável.
- Quando me mandam mensagens “vazias” do tipo “Oi, linda.” “Boa noite.” “Casa comigo.” entre outras, também ignoro.
- Quando mandam mensagens importantes, falando sobre meu trabalho, pedindo dicas, ajuda ou só querendo falar a respeito mesmo, eu sempre respondo, mas se a conversa descamba pra outro rumo, corto energicamente. Se a pessoa insiste, bloqueio.
- Quando mandam mensagens com conteúdo e a conversa desenvolve eu super incentivo e já consegui muitos amigos novos desse jeito. Amigos de verdade.
- E quando recebo declarações imensas e cheias de detalhes e justificativas? Aí é que está o problema. Sempre fiquei acanhada de deixar a pessoa sem resposta. Parece rude e prepotente. Então eu respondo. O problema é que, em vez da pessoa entender que não quero nada, parece que entende como “há esperança” e aí o desconforto começa. E não importa quantas vezes eu reforce que não quero nada ou que o exagero me deixa desconfortável... parece que o fato de eu estar conversando já é um sinal de que tem jeito ainda. Muito, muito chato mesmo. Por isso, daqui em diante, mudarei meu modos operandi para não responder mais, mesmo que me deixe chateada.

De qualquer forma a questão continua: Como deixar claro que eu não quero sequer tocar neste assunto? Como desestimular as pessoas a tentarem qualquer tipo de abordagem desse tipo comigo? Como não deixar minha empatia natural de lado, mas ser firme nesse assunto?

Às vezes penso que seria muito melhor se eu fosse grossa só e pronto. Se fosse simpes...

Uma coisa é certa... se você está lendo este texto e pensa que sou a mulher da sua vida....... guarde pra você, não me diga nunca, e desapaixone, por favor. Não quero mesmo parecer arrogante, mas sério... isso é um sentimento realmente desagradável pra mim e eu não quero saber de nada disso. Pense em outra coisa, faça projetos, sei lá, mas não venha investir em uma conversa que, com toda a certeza do mundo, vai me deixar extremamente desconfortável.

Obrigada!

Wednesday, October 26, 2016

Ser o cupido ou não ser?

Outro dia me aconteceu uma coisa muito interessante. Estava conversando com uma amiga (uma amiga nova, ainda estamos nos conhecendo melhor) e em vários momentos do papo eu pensei "Nossa! Ela super combina com um amigo meu!".

Pensei até em dizer pra ela, mas na hora alguma coisa me impediu. 

Thursday, October 13, 2016

Amor maior que o mundo



Depois que eu assumi que sou flor a vida ficou muito mais fácil, esqueci o que quer dizer o ditado sobre sorte no jogo e azar no amor. Abracei o amor em todos os cantos, de todas as formas, me impressionei como o amor vem fácil, como não tem obstáculo, não tem "vamos marcar" e sim "que horas e onde", não tem jogo de azar.