Wednesday, July 11, 2012

O fantasma do Natal passado


Eu tinha um post diferente planejado para hoje, mas o último post da Thais me deixou pensativa sobre como é difícil separar as relações passadas das relações que estão em curso ou sendo prospectadas. Se eu fosse me blindar contra todos os erros que aconteceram nas minhas últimas relações com certeza teria decidido virar freira.

Quando saímos de uma relação que não deu certo a primeira coisa que fazemos depois do período depressivo é prometer que nunca mais cometeremos os erros que foram responsáveis pela separação, só que veja bem, a outra pessoa também saiu de uma relação e fez a mesma promessa.

Neste caso acho que o rapaz estava em uma daquelas fases após o término em que qualquer coisa que lembre o ser falecido deve ser queimado e espancado em praça pública e infelizmente a Thais reapareceu neste momento e com muita coisa em comum.

Sou pela finalização de tudo, justamente para perdermos a ilusão do "se tivesse rolado...", só que nem tudo precisa ser finalizado instantaneamente, tem coisas que precisam ser deixadas de lado e somente anos depois serem retomadas para uma finalização.

(In)Felizmente a solução do fantasma do Natal passado só funciona nos filmes, em relacionamentos não acaba funcionando tão bem não. O presente de um novo relacionamento pode (se você quiser) não ter exatamente nada a ver com o as relações passadas, até mesmo porque nem você é a mesma pessoa de antigamente.

Friday, July 6, 2012

Not meant to be

Quando o amor tá mesmo afim de te sacanear é complicado.

Conheci esse cara numa época tranquila da minha vida. Tudo estava bem pra mim e eu não estava preocupada com nada.

Nos conhecemos sem nada de especial também. Participamos de um projeto juntos na empresa onde eu trabalhava e fizemos algumas reuniões e nos falamos algumas vezes ao longo do projeto. Tudo sempre muito profissional e sem que nada fora do comum fosse sequer insinuado. Pra ser bem sincera, estava numa fase tão zen que nem o notei de qualquer forma especial.

O projeto acabou e tudo o que restou foi o contato dele no meu comunicador corporativo.

Um belo dia, fui confirmar uma coisa qualquer com um colega de trabalho e quando fui clicar no nome dele no comunicador alguém ficou online ou offline (doesn't matter) e acabei clicando no nome dele. Nem percebi, escrevi a mensagem e enviei (sou mestre nesse tipo de coisa). Só percebi quando ele respondeu com risos na janelinha. Pedi desculpas e ele veio todo com aquele papo de "Imagina! Pode errar mais vezes…". Rimos e passou.

Passou mais ou menos… porque depois disso começamos com "bom dias" e conversas de dia-a-dia… nada importante, mas bem freqüente. Nessa época eu estava comprometida e ele também. A conversa começou a evoluir pra uma coisa mais complicada e paramos de nos falar abruptamente. Foi melhor assim.

O tempo passou e confesso que acabei me esquecendo dele. Até que um belo dia, quando já estava sozinha novamente, vi um comentário dele na Internet que achei estranho e sei lá o que me deu que resolvi perguntar se estava tudo bem.

E foi aí que a parte punk da coisa toda começou! Ele disse que estava terminando o relacionamento também. Conversamos um pouco e resolvemos nos encontrar pra beber alguma coisa e conversarmos pessoalmente e não demorou nadinha! Na mesma semana estávamos sentados na mesa do bar enchendo a cara e falando de nossos relacionamentos desastrosamente encerrados.

A coisa foi surreal. As histórias eram muito parecidas, só que um de cada lado da moeda. Acho que por isso bebemos tanto. Analisando friamente a noite foi uma porcaria. hahaha. Terminamos comigo mega bêbada (ele eu não sei… não consigo me lembrar, ou não estava em condições de avaliar) e a gente se beijando no carro dele. Eu não prestava pra mais nada, então achei melhor ir pra casa. Ele foi embora e ficamos de nos falar outra hora.

Acordei no dia seguinte com a maior ressaca, mas feliz, pensando que a gente ia acertar os ponteiros agora. Pra minha surpresa, ele se afastou outra vez deixando bem claro que não queria se envolver comigo por causa da forma como nossos relacionamentos terminaram (não vou entrar em detalhes aqui…).

Durante algum tempo tentei reverter a situação mas ele continuou irredutível. Se recusava até a me ver. Acabei achando melhor deixar ele no canto dele. Na esperança de ele resolver voltar atrás, mas sabendo que é provável que não aconteça.

Penso nele com bastante freqüência e devo confessar que, de vez em quando, dava uma xeretada em como estava a vida dele, mas parei com isso. Estava me fazendo meio mal. Nos dias que me dá muita vontade de olhar, como um chocolate. hahaha

Acabou que agora ele tá lá, levando a vida dele, sei lá como e eu to aqui, "living like there's nothing to loose". E é bem provável que continue com esse sentimento de "unfinished business" pra sempre, o que vai me fazer dar aquela travadinha sempre que nos encontrarmos e passar por aqueles segundos de constrangimento e ressentimento, mas é a vida, né?

O mais engraçado é que não dá pra entender essa minha obsessão por ele. Na real, a gente mal se conhece. É o amor, sendo um vadio, e fazendo eu me apaixonar pelo cara que simplesmente não foi feito pra ficar comigo.

O bom é que tem uma chance de eu já estar me curando dessa vadiagem do amor. Na verdade, meu coraçãozinho é um vadio nato e já está se entregando pra uma nova aventura. Vai que dessa vez…….. né? :)

Esse foi um dos posts mais difíceis de escrever até agora. Vou publicar logo antes que desista mais uma vez (sim, já escrevi e apaguei esse post um bilhão de vezes, mas parece que agora ele tá mais ou menos do jeito que eu queria que ele ficasse). Eu sei que ele tá meio deprê, mas vamos focar no fato de que talvez eu esteja me reapaixonando. ;)

É... estou num período confuso...

Wednesday, July 4, 2012

Como acabar com um dia romântico

(trilha sonora do post: Dor de cotovelo (ciúmes), Elza Soares - http://www.youtube.com/watch?v=d25Ok51kwME&list=FLaSjNCV83EZzTn1QOO6UzIg&index=100&feature=plpp_video)

Estava dia destes na praça de alimentação e comecei a prestar atenção em um casal, a menina ficou sentada enquanto o namorado foi fazer o pedido, quando o número dela foi chamado ele levantou pacientemente e foi buscar, até aí estava tudo perfeito, puro romance, até que... o prato chegou e tinha batata palha e não BATATA FRITA!!!! A menina virou um monstro, acusou o rapaz de incompetência, de não ter prestado atenção, porque ela disse que QUERIA COM BATATA FRITA!!!!! O rapaz falou que ia pedir p/ trocar, ela disse que não e comeu aquilo como se estivesse comendo bosta, o dia romântico estava acabado, o rapaz agora parecia ter apenas 50 cm de altura de tão encolhido que ficou na mesa.

Que situação né, a menina podia ter sido mais tranquila, mas não, ela tinha que se apegar em um único erro do rapaz e acabar com aquele dia hiper romântico. Fiquei pensando se já tinha feito isso na minha vida e descobri que sim, já fiz inúmeras vezes...rs, mas teve uma vez que me marcou mais.

Eu sempre me gabei de não ter ciúmes, de ser uma pessoa que deixa os amores fazerem tudo, exatamente tudo que quiserem, mas aí um belo dia eu dei uma crise de ciúmes daquelas de estragar não só o dia, mas uma semana inteira. Fiquei impressionada, como eu, a Srta. Coração de Pedra Pome teve uma crise de ciúmes monumental, daquelas de gritar, chorar, ir embora batendo a porta e descer do carro parecendo que nunca manuseou uma geladeira na vida.

Já estraguei outros momentos e com outras pessoas, mas desta vez foi algo que me chamou atenção, porque se fosse eu presenciando a cena diria para o cara/moça: - Sai dessa porque é totalmente maluca, vai te prender em casa quando casarem.rs

Isso me lembrou um post de uma amiga que depois da separação tinha a impressão de quem ninguém mais conheceria ela tão bem quanto o ex-marido (http://www.coisademae.com/2012/06/ate-que-os-creditos-subam/), comentei no post dizendo que não, que outros viriam e conheceriam mais dela do que ele, porque somos iguais e diferentes com cada pessoa. No dia desta crise de ciúmes percebi isso, que esta Liana, mesmo não sendo um modelo que gosto, só essa pessoa teve o (des)prazer de conhecer.

E vocês, já estragaram um momento perfeito com uma reação desnecessária?