Contribuição de Thais Roland (porque ela ficou com saudades)
Esta semana eu estava conversando com dois amigos bem mais velhos que eu e, em determinado momento, surgiu o assunto Relacionamentos.
Um deles comentou sobre como as abordagens mudaram desde “a época dele” e sobre como as pessoas perderam o encanto da conquista. Essa coisa do imediatismo tirou toda a graça da aproximação, do mistério e até do gostinho da vitória, já que não tem batalha mais. E ele tem razão!
Apesar de eu ser bem mais nova que ele, meu primeiro beijo foi depois de eu ter me mudado para o interior, então acho que peguei ainda um pouco do encanto das épocas áureas...
Nasci em São Paulo, em Itaquera, no Santa Marcelina, como todo bom itaqueirense, mas nos mudamos para Salesópolis, que eu gosto de chamar de Horizonte Perdido, quando eu tinha 12 pra 13 anos. Meu primeiro beijo veio aos 14 anos! O que já era tarde para os padrões da época, mas lá no interiorrrrr era mais ou menos por aí mesmo que acontecia.
Teve tudo certinho... o flerte inicial, os olhares de longe, os sorrizinhos envergonhados, os tchauzinhos acanhados, as conversas primeiras conversas desajeitadas e sem muito assunto por causa da tensão do momento, os treinos de beijos no espelho e, finalmente, o beijo!
Foi horrível! Desajeitado, tremido, nervoso, todo errado... mas foi o primeiro, inesquecível, na escadaria da igreja (sim, sou adepta dos sacrilégios desde muito nova). Neeeem lembro o nome do rapaz (sou péssima mesmo com nomes, é impressionante!), mas o namorico até que durou! Ele me ensinou a beijar mais ou menos e depois eu tive alguns outros bons professores pra aperfeiçoar a técnica. Hahaha
Tuesday, May 5, 2015
Tuesday, April 21, 2015
Cupido e o seu recalque
Quando será que a humanidade fez esta ligação entre amor e sofrimento?
Desde os registros mais antigos qualquer caso de amor começa ou termina mal, muitos contam detalhadamente a intervenção recalcada do Cupido, que é o caso da história de Apolo e Dafne.
Nem precisamos passear pela mitologia grega, podemos apenas acompanhar as releituras que já foram feitas nos contos de fada, sempre a novela amorosa com vários obstáculos e reviravoltas.
Desde os registros mais antigos qualquer caso de amor começa ou termina mal, muitos contam detalhadamente a intervenção recalcada do Cupido, que é o caso da história de Apolo e Dafne.
Nem precisamos passear pela mitologia grega, podemos apenas acompanhar as releituras que já foram feitas nos contos de fada, sempre a novela amorosa com vários obstáculos e reviravoltas.
Thursday, February 19, 2015
Você tem coragem de amar?
Sim! É preciso ter muita coragem para amar. Para entrar em um relacionamento com a "certeza" de que aquele será o último e de que passaremos o resto de nossa vida com aquela pessoa. É assustador e não é para covardes e inseguros.
Tenho para mim que todo mundo sabe se um relacionamento vai durar ou não desde o início. Pode não ser racional, e geralmente não é mesmo, mas o sentimento está lá desde o primeiro momento. Levar adiante alguma coisa que já se sabe que não tem futuro parece loucura, mas tem um leque de fatores que levam as pessoas a prosseguirem com relacionamentos fadados ao fracasso. A carência é, provavelmente, o mais pesado destes fatores.
Independente dos motivos, o fato desta consciência ser ignorada faz com que as pessoas se decepcionem com fins de relacionamentos que elas já deveriam saber que não dariam certo. Este é o tipo de experiência que vai minando a predisposição das pessoas para relacionamentos ao longo de suas vidas.
É por isso que vamos tendendo a desistir do Amor conforme vamos ficando mais velhos e, principalmente, se vamos acumulando muitos ex. Parece que vamos ficando amargos e vamos fechando nossos corações para nos protegermos do sofrimento do fim.
Mas a verdade é que o Amor não é calculável. Não é como o fogo, que sabemos que vamos nos queimar todas as vezes que colocarmos a mão. A carência é traiçoeira e nos coloca em situações complicadas, mas de aprendermos a lidar com ela talvez seja possível entrar em relacionamentos mais coerentes e o medo seja mais controlado.
Talvez assim seja possível entrar nos relacionamentos sempre de coração aberto e acreditando, de verdade, que este é o definitivo. E talvez, acreditando que a escolha é correta, o Amor realmente seja para sempre.
Você tem coragem de entrar de cabeça no relacionamento ou o medo domina seus sentimentos antes do Amor?
Tenho para mim que todo mundo sabe se um relacionamento vai durar ou não desde o início. Pode não ser racional, e geralmente não é mesmo, mas o sentimento está lá desde o primeiro momento. Levar adiante alguma coisa que já se sabe que não tem futuro parece loucura, mas tem um leque de fatores que levam as pessoas a prosseguirem com relacionamentos fadados ao fracasso. A carência é, provavelmente, o mais pesado destes fatores.
Independente dos motivos, o fato desta consciência ser ignorada faz com que as pessoas se decepcionem com fins de relacionamentos que elas já deveriam saber que não dariam certo. Este é o tipo de experiência que vai minando a predisposição das pessoas para relacionamentos ao longo de suas vidas.
É por isso que vamos tendendo a desistir do Amor conforme vamos ficando mais velhos e, principalmente, se vamos acumulando muitos ex. Parece que vamos ficando amargos e vamos fechando nossos corações para nos protegermos do sofrimento do fim.
Mas a verdade é que o Amor não é calculável. Não é como o fogo, que sabemos que vamos nos queimar todas as vezes que colocarmos a mão. A carência é traiçoeira e nos coloca em situações complicadas, mas de aprendermos a lidar com ela talvez seja possível entrar em relacionamentos mais coerentes e o medo seja mais controlado.
Talvez assim seja possível entrar nos relacionamentos sempre de coração aberto e acreditando, de verdade, que este é o definitivo. E talvez, acreditando que a escolha é correta, o Amor realmente seja para sempre.
Você tem coragem de entrar de cabeça no relacionamento ou o medo domina seus sentimentos antes do Amor?
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