Wednesday, November 22, 2017

E se eu me apaixonar, não mude nada!

Que tristeza pensar que cada relacionamento meu minguou porque a outra pessoa virou um ser estranho pra mim. E pensar que eu poderia ter amado cada uma dessas pessoas pelo resto da minha vida...



Talvez o amor, pra mim, seja só isso mesmo, como um animal de estimação, que quando morre causa uma dor eterna e irreparável, mas que faz amar ainda mais o próximo, prevendo a catástrofe do final. Algo como “aproveitar enquanto há tempo”.

Por um lado, a intensidade do sentimento aumenta a cada nova pessoa, por outro, o coração endurece cada vez mais e tem medo, muito medo, cada vez mais medo, como aquela vontade de não ter um novo cachorro quando o último morre.

O bom dos cães é que eles são os mesmos até o final e eu posso amá-los sem nenhuma ressalva desde o primeiro dia! Antes mesmo de escolher um nome já posso olhar naqueles olhinhos frágeis e assustados e dizer o “eu te amo” mais sincero que é capaz de sair do meu coração sem a menor dúvida na esperança de confortá-lo.

O pequeno Ted não tem dúvida de que eu o amo e eu não tenho dúvida de que ele me ama. Ele me mostra isso, todos os dias, do mesmo jeitinho, com a mesma intensidade! Enquanto o olhar dele jamais perde o brilho ao me avistar, todos os beijos apaixonados se tornam selinhos frios ao longo do tempo. Será esse o indício de que o amor acabou? Quando os beijos apaixonados se transformam em toques quase obrigatórios nos lábios, sem nenhuma temperatura?

Já ouvi dizer que a rotina acaba com qualquer relacionamento. Nada me parece mais longe da verdade! Todos os dias agimos (eu, Ted e Cristiano) exatamente da mesma maneira e o amor não muda em nada! Pra gente, basta estarmos juntos. Por que com seres humanos tem que ter novidades todo o tempo? Por que o abraço apertado, o olhar nos olhos durante o “oi” e o beijo sem fim são substituídos pelo quase não toque com o olhar já mirando o controle remoto da TV durante o “oi”?

Em que momento a paisagem fica mais atraente do que os olhos do outro? Quando passa a ser mais importante carregar coisas em vez de segurar a mão com os dedos entrelaçados? A partir de que instante os sorrisos compartilhados se transformam em lágrimas solitárias? E por que, de repente, as músicas mais tristes parecem ser as mais bonitas?

Que cessem as lágrimas! Que meus olhos mudem de cor apenas pela intensidade da luz do Sol! Que os abraços nunca percam seu calor...

... e se eu me apaixonar por você, por favor, não mude nada!

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