Friday, June 8, 2012

A quarta vez...

A quarta vez que me apaixonei foi, sem dúvida, a mais ingrata, sofrida, dramática e tudo mais que o amor possa nos trazer de trágico!

Eu estava na faculdade e apenas preocupada em trilhar uma carreira de sucesso profissional e me divertir o máximo que pudesse.

Estava me saindo muito bem em ambos os objetivos até que ele apareceu! Lindo, bem sucedido, inteligente, divertido e completamente irresistível. Esse moço não fez nada na minha vida, a não ser desgraçá-la!

Nunca namoramos oficialmente (parecia super moderno ter um relacionamento sem rótulos)… fichamos juntos num dia… ele começou a dormir em casa alguns dias por semana… a gente fazia um programinha romântico de vez em quando… e ele fazia eu me sentir super especial cada vez que nos víamos!

Não sei dizer os motivos exatos (talvez porque o amor não seja exato) mas me apaixonei por ele tão perdidamente que não conseguia tirá-lo do pensamento um só momento! Meus amigos diziam pra eu tomar cuidado, que talvez ele só estivesse comigo pra se divertir e isso e aquilo, mas eu só enxergava um príncipe encantado!

No dia que ele me disse que não nos veríamos mais porque ele tinha planos de ir embora do país eu mal conseguia respirar! Não disse uma palavra! Ele foi embora naquele dia quase sem ouvir a minha voz.

Uma semana depois eu estava implorando ridiculamente pra ele passar em casa pra conversarmos novamente. Não queria que ele me deixasse, chorava horrores e sofria que parecia que meu coração estava derretendo dentro do peito!

Inútil! Ele foi embora, anos mais tarde descobri que tinha outra mulher (por quem ele se apaixonou de verdade) e eu fiquei lá, abandonada mais uma vez, com o pior sentimento do mundo nas costas.

Mas com esse não foi simples assim… Durante anos eu sofri de amores por ele, principalmente porque, de tempos em tempos (quando eu estava quase esquecendo dele) ele surgia novamente na minha vida (só por uns dias, só pra me lembrar que eu era louca por ele). Isso me impediu de ter um relacionamento sério com qualquer outra pessoa durante todo esse tempo. E foi muito tempo! Sério!

Só o que me curou foi o meu quinto amor (talvez o único real). É… eu sei… aquela historinha de um novo amor pra esquecer o antigo… Mas neste caso, o amor antigo me atormentava há tantos anos que não foi, necessariamente, uma troca. Sei que funcionou!

Wednesday, June 6, 2012

Meu segundo amor

(trilha sonora do post: Please don't go girl, New Kids On The Block - http://www.youtube.com/watch?v=dH3hqQP1bto&feature=related )

Meu segundo amor era lindo... e platônico, fui apaixonada por ele dos 8 até os 11 anos, eu estava no primário e ele no ginásio, nos víamos no horário de troca do recreio, eu lá na fila da minha sala esperando a professora subir com a gente e ele descendo para começar o horário do lanche. No começo eu não gostava dele não, na verdade odiava, eu por ser baixinha era a primeira da fila e aí quando as crianças mais velhas desciam sempre mexiam comigo, puxando as minhas longas tranças, zoando sobre o fato de eu ser pequena, enfim, o bom e belo bullying.

Eu era bem "violenta" nas reações contra os que me enchiam o saco, quando ele veio mexer comigo a primeira vez fui mal educada, sou uma baixinha marrenta e agressiva, mas aí com o tempo percebi que ele não era chato como todos os outros, ele realmente "gostava" de mim, falava que eu parecia uma boneca com aquelas tranças enormes e bochechuda, brincava que quando eu ficasse mais velha ia casar comigo.

Nossa, passava o dia contando a hora do recreio, louca para encontrá-lo, mas acham que eu fazia corpo mole? Não mesmo, o tratava mal como tratava todas as outras pessoas que vinham mexer comigo, ele se divertia e me protegia, se vinha alguém me encher o saco ele falava para me deixar em paz. Diz se tem coisa mais linda do que alguém te proteger?

Depois sai da fase de ficar na fila esperando a professora nos levar para subir, só que mesmo assim o recreio era em horário diferente, mas sempre ele aparecia por lá para apertar as minhas bochechas. Demorei mais de um ano letivo para descobrir o nome dele e nunca falava o meu também, tinha que manter a postura de menina chata (rs), mas minhas amigas respondiam as coisas que ele perguntava.

Aí um belo dia não só tive que mudar de escola como também de estado, fiquei muito triste porque nunca mais ia encontrá-lo, aquele cabelo castanho, liso de franjinha, prometi que daria o nome dele para o meu primeiro filho homem.

No início do ano letivo, depois da mudança, minhas amigas me mandaram uma carta e disseram que ele tinha perguntado sobre mim, nem preciso dizer que fiquei vendo passarinho verde durante dias... Ele se lembrava de mim!!!!!

Ah, o amor, esse danado vadio!

Friday, June 1, 2012

A terceira vez...

A terceira vez que me peguei apaixonada foi o clássico "se apaixonar novamente para curar o coração". Sério! Quem inventou isso é muito masoquista ou sei lá...

A fragilidade me empurrou diretamente para os braços do amigo que ficou pra me consolar do abandono sofrido pelo último namorado.

Mas dessa vez eu estava vacinada… Já sabia como era a vida (aham… com 17 anos… claro…) e não cairia mais nessa bobagem de amor.

Super segura de que já entendia a vida completamente, comecei o relacionamento mais sério de toda a minha vida (até então).

Aí, o tempo foi passando, a guarda foi baixando e PAM!!!! Estava eu apaixonada novamente, certa de que este sim, era o homem da minha vida. Queria passar o tempo todo com ele, só pensava nele, acreditava em tudo o que ele me dizia/ensinava/explicava (e ele parecia saber de tantas coisas da vida! Me impressionava mesmo!).

Os três primeiros meses se passaram, o namoro ficou normal e começou a me ocorrer que talvez eu tivesse me enganado… O moço que não era bobo, percebeu e tratou de dar um golpe quase infalível com menininhas: me apresentou ao mágico mundo do sexo.

Funcionou super bem! Estendeu um relacionamento que já nasceu errado por mais 6 meses. Mas a essa altura do campeonato eu havia entrado na faculdade e percebi que nossas vidas se distanciariam imensamente (cultural, intelectual e fisicamente) e resolvi reavaliar.

Acabou que não era amor… Ou talvez, até tenha sido, mas tinha deixado de ser e eu queria ir embora!

Foi um fim meio hollywoodiano e até hoje ele garante que ainda é apaixonado por mim (de tempos em tempos fico sabendo que algum amigo o viu e ele sempre pergunta de mim). Mais tarde eu chegaria à conclusão de que ele só acha que eu fui o amor da vida dele porque eu o abandonei, e não ele a mim… mas essa foi uma lição aprendida (ou não) a duras penas… tema para outro post.