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Wednesday, August 15, 2012

Todas as combinações do amor

Estou em uma fase de decoração, querendo mudar a maquiagem da alvenaria para dar um up na vida cotidiana. Nestas aventuras de baixar app de decoração eu resolvi descobrir qual era a cor da minha bolsa favorita e me surpreendi, era Amor; pedi para o software fazer uma combinação e ele me veio com este resultado: Drama Rústico e Amarelo Fantasia.

GENTE!!!! Até o app da Tintas Coral está conseguindo adivinhar a minha vida, sou completamente previsível, fico pensando porque paguei caro ano passado para a mulher dos búzios, podia ter me consultado no Coral Studio gratuitamente.rs

O curioso é que eu tinha em mente que a cor do Drama era mais fechada, escura, pesada. Sempre que estou passando por uma fase dramática meu mundo fica cinza, fica chumbo. Aí me vem a pergunta: quem dá o nome para estas cores? que tipo de vida sentimental esta pessoa tem? este indivíduo é masoquista ou coisa do tipo?

Drama, drama, drama... meus amigos dizem que sou a Drama Queen, sempre tenho reações exageradas, sou daquelas que se vinga, que guarda mágoa, que "perdoa" mas não quer mais olhar na cara, tudo muito intenso no lado negro da força, mas quando amo...

Quando amo é diferente, sou discreta, sou comedida, sou brisa suave que quase não se sente, não se nota. Posso amar uma pessoa por anos e ela nunca nem desconfiar, tenho essa coisa do amor platônico, da contemplação, da idealização, do não arriscar.

Achava que este era um defeito de fabricação apenas meu, mas tenho conhecido cada vez mais pessoas que também são comedidas no amor e extravagantes nas outras emoções. Recentemente escutei uma analogia sobre meu modo de amar, me falaram que eu amo como alguém que dirige uma Ferrari a 50km/h na estrada, não aproveito a potência do carro com medo de sofrer um acidente, mas isso não impede que venha outro carro em alta velocidade causando um acidente entre nós, acontecendo assim o que vinha evitando. Aí dá perda total e nem descobri como era dirigir de verdade uma Ferrari.

Depois desta análise gratuita sobre meu modo de amar venho tentando alterar meu jeito de dirigir minha vida amorosa (porque dirigir uma Ferrari de verdade vai demorar, até mesmo porque não sei dirigir), tentando subir o velocímetro para uns 80 ou 100km/h, mas já mandei instalar uns air bags.

Wednesday, June 6, 2012

Meu segundo amor

(trilha sonora do post: Please don't go girl, New Kids On The Block - http://www.youtube.com/watch?v=dH3hqQP1bto&feature=related )

Meu segundo amor era lindo... e platônico, fui apaixonada por ele dos 8 até os 11 anos, eu estava no primário e ele no ginásio, nos víamos no horário de troca do recreio, eu lá na fila da minha sala esperando a professora subir com a gente e ele descendo para começar o horário do lanche. No começo eu não gostava dele não, na verdade odiava, eu por ser baixinha era a primeira da fila e aí quando as crianças mais velhas desciam sempre mexiam comigo, puxando as minhas longas tranças, zoando sobre o fato de eu ser pequena, enfim, o bom e belo bullying.

Eu era bem "violenta" nas reações contra os que me enchiam o saco, quando ele veio mexer comigo a primeira vez fui mal educada, sou uma baixinha marrenta e agressiva, mas aí com o tempo percebi que ele não era chato como todos os outros, ele realmente "gostava" de mim, falava que eu parecia uma boneca com aquelas tranças enormes e bochechuda, brincava que quando eu ficasse mais velha ia casar comigo.

Nossa, passava o dia contando a hora do recreio, louca para encontrá-lo, mas acham que eu fazia corpo mole? Não mesmo, o tratava mal como tratava todas as outras pessoas que vinham mexer comigo, ele se divertia e me protegia, se vinha alguém me encher o saco ele falava para me deixar em paz. Diz se tem coisa mais linda do que alguém te proteger?

Depois sai da fase de ficar na fila esperando a professora nos levar para subir, só que mesmo assim o recreio era em horário diferente, mas sempre ele aparecia por lá para apertar as minhas bochechas. Demorei mais de um ano letivo para descobrir o nome dele e nunca falava o meu também, tinha que manter a postura de menina chata (rs), mas minhas amigas respondiam as coisas que ele perguntava.

Aí um belo dia não só tive que mudar de escola como também de estado, fiquei muito triste porque nunca mais ia encontrá-lo, aquele cabelo castanho, liso de franjinha, prometi que daria o nome dele para o meu primeiro filho homem.

No início do ano letivo, depois da mudança, minhas amigas me mandaram uma carta e disseram que ele tinha perguntado sobre mim, nem preciso dizer que fiquei vendo passarinho verde durante dias... Ele se lembrava de mim!!!!!

Ah, o amor, esse danado vadio!

Wednesday, May 30, 2012

Meu primeiro amor

Minha indicação é que leiam este post ao som da música Meu primeiro amor, da Ângela Maria, porque o amor é brega, principalmente os primeiros. (http://letras.terra.com.br/angela-maria/541159/)

"Meu primeiro amor foi como uma flor
Que desabrochou e logo morreu"

Quando a Thaís me mostrou a ideia do blog amei de cara. Olha ele aí, o FDP do amor, engraçado como ele pode estar presente nas melhores e nas piores horas.


Eu sou a Liana, amiga da Thais, atualmente estou integrando a turma dos que tem o coração partido, apesar de ser lésbica todos os meus primeiros amores foram meninos e confesso que para mim é bem mais fácil gostar de meninos, sofria menos.rs

Quando o cupido me flechou pela primeira vez eu tinha 6 ou 7 anos e nutria uma admiração imensa por um amigo de clube do meu pai, na época achava que isso era amor, acho que se encaixa naquele direito de se apaixonar por algum professor durante a infância, não lembro ao certo a idade dele, talvez algo entre 30 e 40, e muito menos o nome, mas era amor. Ele era alto, magro e cabelo preto, depois quando cresci e vi fotos do passado pude constatar que ele era horrível, porém é meu tipo de homem até hoje: os altos e magros.

Ficava esperando as festas e churrascos do clube, mas sempre fui uma criança muito tímida e arisca, por isso quando qualquer pessoa se aproximava para passar a mão na minha cabeça ou apertar as minhas bochechas eu dava um jeito de fugir, de todo mundo, inclusive do meu "amor".

Não lembro como esse amor começou e muito menos como acabou, suspeito que tenha sido com a chegada do meu segundo amor.

Esse comportamento arredio eu conservei para o resto da minha vida, eu posso estar morrendo de amores, mas inicialmente sempre vou fugir, sempre vou demonstrar que não estou nem aí ou que não gosto mesmo.

Durante muito tempo continuei a colecionar amores masculinos, platônicos e reais, hoje percebo que me curava mais rápido e suportava menos erros quando os escolhidos eram homens.