A quarta vez que me apaixonei foi, sem dúvida, a mais ingrata, sofrida, dramática e tudo mais que o amor possa nos trazer de trágico!
Eu estava na faculdade e apenas preocupada em trilhar uma carreira de sucesso profissional e me divertir o máximo que pudesse.
Estava me saindo muito bem em ambos os objetivos até que ele apareceu! Lindo, bem sucedido, inteligente, divertido e completamente irresistível. Esse moço não fez nada na minha vida, a não ser desgraçá-la!
Nunca namoramos oficialmente (parecia super moderno ter um relacionamento sem rótulos)… fichamos juntos num dia… ele começou a dormir em casa alguns dias por semana… a gente fazia um programinha romântico de vez em quando… e ele fazia eu me sentir super especial cada vez que nos víamos!
Não sei dizer os motivos exatos (talvez porque o amor não seja exato) mas me apaixonei por ele tão perdidamente que não conseguia tirá-lo do pensamento um só momento! Meus amigos diziam pra eu tomar cuidado, que talvez ele só estivesse comigo pra se divertir e isso e aquilo, mas eu só enxergava um príncipe encantado!
No dia que ele me disse que não nos veríamos mais porque ele tinha planos de ir embora do país eu mal conseguia respirar! Não disse uma palavra! Ele foi embora naquele dia quase sem ouvir a minha voz.
Uma semana depois eu estava implorando ridiculamente pra ele passar em casa pra conversarmos novamente. Não queria que ele me deixasse, chorava horrores e sofria que parecia que meu coração estava derretendo dentro do peito!
Inútil! Ele foi embora, anos mais tarde descobri que tinha outra mulher (por quem ele se apaixonou de verdade) e eu fiquei lá, abandonada mais uma vez, com o pior sentimento do mundo nas costas.
Mas com esse não foi simples assim… Durante anos eu sofri de amores por ele, principalmente porque, de tempos em tempos (quando eu estava quase esquecendo dele) ele surgia novamente na minha vida (só por uns dias, só pra me lembrar que eu era louca por ele). Isso me impediu de ter um relacionamento sério com qualquer outra pessoa durante todo esse tempo. E foi muito tempo! Sério!
Só o que me curou foi o meu quinto amor (talvez o único real). É… eu sei… aquela historinha de um novo amor pra esquecer o antigo… Mas neste caso, o amor antigo me atormentava há tantos anos que não foi, necessariamente, uma troca. Sei que funcionou!
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Friday, June 8, 2012
Friday, June 1, 2012
A terceira vez...
A terceira vez que me peguei apaixonada foi o clássico "se apaixonar novamente para curar o coração". Sério! Quem inventou isso é muito masoquista ou sei lá...
A fragilidade me empurrou diretamente para os braços do amigo que ficou pra me consolar do abandono sofrido pelo último namorado.
Mas dessa vez eu estava vacinada… Já sabia como era a vida (aham… com 17 anos… claro…) e não cairia mais nessa bobagem de amor.
Super segura de que já entendia a vida completamente, comecei o relacionamento mais sério de toda a minha vida (até então).
Aí, o tempo foi passando, a guarda foi baixando e PAM!!!! Estava eu apaixonada novamente, certa de que este sim, era o homem da minha vida. Queria passar o tempo todo com ele, só pensava nele, acreditava em tudo o que ele me dizia/ensinava/explicava (e ele parecia saber de tantas coisas da vida! Me impressionava mesmo!).
Os três primeiros meses se passaram, o namoro ficou normal e começou a me ocorrer que talvez eu tivesse me enganado… O moço que não era bobo, percebeu e tratou de dar um golpe quase infalível com menininhas: me apresentou ao mágico mundo do sexo.
Funcionou super bem! Estendeu um relacionamento que já nasceu errado por mais 6 meses. Mas a essa altura do campeonato eu havia entrado na faculdade e percebi que nossas vidas se distanciariam imensamente (cultural, intelectual e fisicamente) e resolvi reavaliar.
Acabou que não era amor… Ou talvez, até tenha sido, mas tinha deixado de ser e eu queria ir embora!
Foi um fim meio hollywoodiano e até hoje ele garante que ainda é apaixonado por mim (de tempos em tempos fico sabendo que algum amigo o viu e ele sempre pergunta de mim). Mais tarde eu chegaria à conclusão de que ele só acha que eu fui o amor da vida dele porque eu o abandonei, e não ele a mim… mas essa foi uma lição aprendida (ou não) a duras penas… tema para outro post.
A fragilidade me empurrou diretamente para os braços do amigo que ficou pra me consolar do abandono sofrido pelo último namorado.
Mas dessa vez eu estava vacinada… Já sabia como era a vida (aham… com 17 anos… claro…) e não cairia mais nessa bobagem de amor.
Super segura de que já entendia a vida completamente, comecei o relacionamento mais sério de toda a minha vida (até então).
Aí, o tempo foi passando, a guarda foi baixando e PAM!!!! Estava eu apaixonada novamente, certa de que este sim, era o homem da minha vida. Queria passar o tempo todo com ele, só pensava nele, acreditava em tudo o que ele me dizia/ensinava/explicava (e ele parecia saber de tantas coisas da vida! Me impressionava mesmo!).
Os três primeiros meses se passaram, o namoro ficou normal e começou a me ocorrer que talvez eu tivesse me enganado… O moço que não era bobo, percebeu e tratou de dar um golpe quase infalível com menininhas: me apresentou ao mágico mundo do sexo.
Funcionou super bem! Estendeu um relacionamento que já nasceu errado por mais 6 meses. Mas a essa altura do campeonato eu havia entrado na faculdade e percebi que nossas vidas se distanciariam imensamente (cultural, intelectual e fisicamente) e resolvi reavaliar.
Acabou que não era amor… Ou talvez, até tenha sido, mas tinha deixado de ser e eu queria ir embora!
Foi um fim meio hollywoodiano e até hoje ele garante que ainda é apaixonado por mim (de tempos em tempos fico sabendo que algum amigo o viu e ele sempre pergunta de mim). Mais tarde eu chegaria à conclusão de que ele só acha que eu fui o amor da vida dele porque eu o abandonei, e não ele a mim… mas essa foi uma lição aprendida (ou não) a duras penas… tema para outro post.
Friday, May 25, 2012
E do outro lado?
Aaaahhhh, mas minha vida não foi sempre do lado arrasado do amor. Já estive no lado que arrasa também. Aliás, essa é uma coisa difícil de equilibrar, talvez até seja impossível!
Quando você é um sofredor nato, pelo menos já sabe o que esperar da sua vida, mas quando tem um gostinho de estar do outro lado, tudo muda!
E não foi muito tarde que isso começou não… Lembram do meu primeiro amor? Enquanto eu me ocupava em permanecer apaixonada por ele, tinha o amiguinho do ônibus que era caidinho por mim e eu nem dava trela.
Na época não pareceu importante. Acho que não tinha idade suficiente pra entender o cenário todo ainda. Mas, anos mais tarde, percebi que isso era uma constante na minha vida e eu sempre fazia igual. Enquanto estava apaixonada pelo traste, o bonzinho estava sofrendo porque eu não dava uma chance.
Mas também, né, gente… quem nunca? Ou o mundo todo é assim ou meu círculo de amigos é composto de um monte de gente igualzinha a mim… Quem é que se interessa pelo bonzinho se o cafajeste é sempre mais atraente?
Eu, pelo menos, só caio nos braços do bonzinho em épocas de TPM, quando estou carente o suficiente para querer ser bem cuidada e ter a certeza de que o mocinho estará sempre alí pra mim. Só que, quando isso acontece, também dá problema (tema pra outro post). Afe! Será que não existe uma fórmula simples pra calcular relacionamentos?
Quando você é um sofredor nato, pelo menos já sabe o que esperar da sua vida, mas quando tem um gostinho de estar do outro lado, tudo muda!
E não foi muito tarde que isso começou não… Lembram do meu primeiro amor? Enquanto eu me ocupava em permanecer apaixonada por ele, tinha o amiguinho do ônibus que era caidinho por mim e eu nem dava trela.
Na época não pareceu importante. Acho que não tinha idade suficiente pra entender o cenário todo ainda. Mas, anos mais tarde, percebi que isso era uma constante na minha vida e eu sempre fazia igual. Enquanto estava apaixonada pelo traste, o bonzinho estava sofrendo porque eu não dava uma chance.
Mas também, né, gente… quem nunca? Ou o mundo todo é assim ou meu círculo de amigos é composto de um monte de gente igualzinha a mim… Quem é que se interessa pelo bonzinho se o cafajeste é sempre mais atraente?
Eu, pelo menos, só caio nos braços do bonzinho em épocas de TPM, quando estou carente o suficiente para querer ser bem cuidada e ter a certeza de que o mocinho estará sempre alí pra mim. Só que, quando isso acontece, também dá problema (tema pra outro post). Afe! Será que não existe uma fórmula simples pra calcular relacionamentos?
Friday, May 18, 2012
A segunda vez...
A segunda vez que lembro de ter me apaixonado já foi bem mais tarde. Devia ter meus 12 ou 13 anos. Eu ainda era uma criança e ele já era um adolescente. Jamais me notaria. Mais uma vez, estava eu sofrendo por amor…
Passei muito tempo observando ele jogar vôlei na rua da minha casa, com meus amigos, e interagindo comigo como se interage com uma criança, enquanto eu só conseguia imaginá-lo me beijando, sem muita certeza ainda do que isso significaria (é… aos 12 anos ainda não tinha experimentado o tal beijo na boca).
Mas dessa vez, o tempo passou e parecia que eu daria a volta por cima! Quando cheguei na adolescência a garotinha inocente e envergonhada virou uma mocinha bonitinha boa de conversa que chamou a atenção da antiga paixão.
Agora sim! Já sabia beijar na boca, já não era mais criança (de corpo e de comportamento) e o mocinho estava me notando! Era a hora do bote e……. PAM! Rolou o primeiro beijo (com alguém por quem eu era realmente apaixonada) e foi incrível!
Foi tudo o que os filmes dizem que é! Deu frio na barriga, medo e euforia tudo junto ao mesmo tempo, tremia e acho até que suava frio. O namoro durou por volta de 3 meses e a vadia da vida veio dar sua contribuição para o sofrimento por amor. Ele se mudou da cidade onde morávamos. Ainda continuamos juntos por um tempo, namorando pelo telefone e nos vendo nos finais de semana, mas é claro que não durou muito mais tempo. Ele logo se apaixonou por alguém mais próximo e eu sobrei…
Ah, o amor…
Digam o que for, mas pra mim, foi amor! Não teria sido se eu não me lembrasse até hoje do cavanhaque perfeito dele e de como era bom quando os lábios dele tocavam os meus.
Desta vez não foi só sofrimento. Foram 3 meses de euforia e depois veio o sofrimento. Mas nessa idade a gente se recupera rápido (ou, pelo menos, a gente acha isso) e logo eu estaria apaixonada mais uma vez.
Passei muito tempo observando ele jogar vôlei na rua da minha casa, com meus amigos, e interagindo comigo como se interage com uma criança, enquanto eu só conseguia imaginá-lo me beijando, sem muita certeza ainda do que isso significaria (é… aos 12 anos ainda não tinha experimentado o tal beijo na boca).
Mas dessa vez, o tempo passou e parecia que eu daria a volta por cima! Quando cheguei na adolescência a garotinha inocente e envergonhada virou uma mocinha bonitinha boa de conversa que chamou a atenção da antiga paixão.
Agora sim! Já sabia beijar na boca, já não era mais criança (de corpo e de comportamento) e o mocinho estava me notando! Era a hora do bote e……. PAM! Rolou o primeiro beijo (com alguém por quem eu era realmente apaixonada) e foi incrível!
Foi tudo o que os filmes dizem que é! Deu frio na barriga, medo e euforia tudo junto ao mesmo tempo, tremia e acho até que suava frio. O namoro durou por volta de 3 meses e a vadia da vida veio dar sua contribuição para o sofrimento por amor. Ele se mudou da cidade onde morávamos. Ainda continuamos juntos por um tempo, namorando pelo telefone e nos vendo nos finais de semana, mas é claro que não durou muito mais tempo. Ele logo se apaixonou por alguém mais próximo e eu sobrei…
Ah, o amor…
Digam o que for, mas pra mim, foi amor! Não teria sido se eu não me lembrasse até hoje do cavanhaque perfeito dele e de como era bom quando os lábios dele tocavam os meus.
Desta vez não foi só sofrimento. Foram 3 meses de euforia e depois veio o sofrimento. Mas nessa idade a gente se recupera rápido (ou, pelo menos, a gente acha isso) e logo eu estaria apaixonada mais uma vez.
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