Wednesday, February 12, 2014

Bom no papel

Vendo um episódio de Sexy and City relembrei da teoria do "bom no papel", que consiste no fato de alguém ter todas as características para ser o homem da sua vida, mas mesmo assim será abandonado logo que o badboy parar na sua porta.

Neste episódio a Carrie resolve ir com as amigas para a praia e chegando lá conhece um médico no estilo "bom no papel", gentil, interessado, bem de vida, inteligente, divertido e blábláblá, aí a Samantha detecta que ele é um cara "bom no papel".


Engraçado como isto acontece mesmo na vida das pessoas, às vezes temos a pessoa "certa" e mesmo assim ficamos esperando/desejando a pessoa "errada". Como disse certa vez um leitor da Thaís: o problema é que você não procura quem te procura. Será que este é o problema mesmo? Será que devemos sempre ficar com quem quer a gente e não com quem a gente quer ficar? Se fosse seguir esta lógica a pessoa com quem você quer ficar não deveria então ficar com você? E quando mais de uma pessoa quer a mesma pessoa?

No fim das contas o cara realmente se encaixou no estilo "bom no papel", eles foram em uma festa e a Carrie encontrou o Big por acaso e para foder o cu do palhaço o FDP estava acompanhado, ela ficou tão abalada que largou o cara certo lá sozinho e foi sofrer por causa da surpresa de encontrar seu badboy com outra mulher.

Pensando nesta tendência de sempre escolhermos a pessoa errada uma amiga minha disse que existem pessoas que sempre vão escolher errado e você pode dar o azar de passar pela vida de alguém deste tipo. Só que aí entra naquela mesma linha de questionamento que fiz lá em cima, talvez todo mundo sofra deste mesmo mal, várias pessoas com a doença de escolher errado.


Depois de uma maratona de Sexy and City dublado só ficou uma sensação de saudade do SRM e vontade de assistir todas as temporadas legendadas e acompanhada de pipoca e sorvete.

P.s.: eu sempre quis ser a Carrie Bradshaw, mas no fundo sou mesmo a Charlotte York :)

Update 12/2/2014, às 13h55: leiam a coluna Dedo Podre, do Ivan Martins, tem tudo a ver com o tema de hoje

2 comentários:

Bela said...

Eu li o post e o texto do Dedo Podre; concordo com o Ivan Martins em parte. Penso que às vezes a escolha errada possa ser apenas a necessidade de "sentir-se vivo" que toda a adrenalina de uma noite de paixão e um dia de celular desligado proporciona, não necessariamente por falta de estima, mas pelo dia-a-dia que às vezes nos aflige, a pessoa poderia ir pular de pára-quedas em Boituva, mas acaba se apaixonando pelo(a) colega do escritório porque está cansado demais pra pegar o carro e ir até lá.

Liana Carmo said...

Adorei a ideia da preguiça de viver ser transformada na procura por uma relação tóxica. :)
Só acho que às vezes nem é cansaço/preguiça, mas sim medo de mudar.

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