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Wednesday, January 27, 2016

Quando as borboletas estão erradas

Sorte têm aqueles que encontram o verdadeiro amor logo de primeira.

Não há sensação neste mundo que se iguale a de se apaixonar pela primeira vez e só quem teve o azar de se apaixonar por pessoas erradas sabe disso. O frio na barriga, como nunca se havia sentido antes, a ansiedade, os zilhões de pensamentos simultâneos na cabeça, a vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo, a fissura por gritar alto para o mundo... são tantas emoções juntas que não há como explicar exatamente.

Wednesday, December 26, 2012

VA Convida: Balancete amoroso (Belise Mofeoli)

A primeira vez em que eu soube que alguém gostava de mim, se não me engano, eu estava na quinta série e o “Romeu” da vez era o A.. Ele não constava na lista dos caras mais bonitos ou populares da sala, mas era, sem discussão, fofo! No duplo sentido da palavra. Levemente gordinho, e de uma doçura ímpar. E inteligente. Não sei se foi verdade, se ele gostava de mim ou não. Nunca perguntei. (Tímida!) Mas o fato de saber que alguém podia mesmo estar interessado em quem eu era, me fez sentir esquisita... vaidosa. A. não foi meu namoradinho de infância.

Alguns anos depois, em outra escola, todas as meninas da sala suspiravam pelo menino alto de bochechas vermelhíssimas, exceto eu. Pensava que, se era mesmo preciso eleger alguém interessante, por que não aquele que tirava ótimas notas, que tinha nariz imenso, e nome de astro do rock? Não, nunca fui a fim dele. Mas poderia de ter sido. Um adolescente educadíssimo! Raridade já naquela época.

Wednesday, June 20, 2012

Porque é possível ter novamente uma primeira vez

(esse amor não tem trilha sonora, ele tem obra literária: Cartas perto do coração, de Clarice Lispector e Fernando Sabino).

"Viver devagar é que é bom, e entreviver-se, amando, desejando e sofrendo, avançando e recuando, tirando das coisas ao redor uma íntima compensação, recriando em si a reserva dos outros e vivendo em uníssono. Isso é que é viver, e viver afinal é questão de paciência. (...)Mas na verdade, não há calma nenhuma, tudo é muito difícil, e afinal as palavras estão precipitando a nossa derrota. Porque viver apenas não basta."

Nossa, como a vida muda, como os sentimentos nos arrebatam e foi assim que amei uma mulher pela primeira vez. No início senti medo, como se aquilo não me pertencesse, o que iam dizer e o que iam pensar, mas sei lá, era tão natural, me fazia tão bem, porque não me entregar.

Foi diferente de tudo que eu já tinha sentido por qualquer cara, era sublime, um encontro de almas, ela era perfeita, a personificação do sonho da alma gêmea.

Tínhamos longas conversas por telefone, muitas trocas de e-mail, tantas coisas em comum... adorava conversar com ela, mas nunca tinha saído com uma mulher antes, toda vez inventava uma desculpa para não sair, até que um dia saímos e inicialmente rolou o estranhamento físico, ela muito alta e eu muito baixa e mais do que tímida, fomos tomar um café, aos poucos o gelo foi sendo quebrado e recuperamos a intimidade de outrora.

Quando ela foi me deixar em casa, no momento do beijo, bateu aquela timidez nível mil, não sabia o que fazer, como me comportar, foi um fiasco... só que isso não diminuiu nem um pouco a beleza do amor.

Poderia escrever metros e metros sobre como foi lindo sentir este amor, contar todos os sofrimentos e alegrias, mostrar porque nem todos os amores são feitos para namoro/casamento, só que ia demorar muito e o importante é que tem amor que se transforma e esse se transformou em uma bela amizade que conservo até hoje. Aquelas amizades onde falar "Eu te amo" não significa nada além do mais puro e inocente amor.


Wednesday, May 30, 2012

Meu primeiro amor

Minha indicação é que leiam este post ao som da música Meu primeiro amor, da Ângela Maria, porque o amor é brega, principalmente os primeiros. (http://letras.terra.com.br/angela-maria/541159/)

"Meu primeiro amor foi como uma flor
Que desabrochou e logo morreu"

Quando a Thaís me mostrou a ideia do blog amei de cara. Olha ele aí, o FDP do amor, engraçado como ele pode estar presente nas melhores e nas piores horas.


Eu sou a Liana, amiga da Thais, atualmente estou integrando a turma dos que tem o coração partido, apesar de ser lésbica todos os meus primeiros amores foram meninos e confesso que para mim é bem mais fácil gostar de meninos, sofria menos.rs

Quando o cupido me flechou pela primeira vez eu tinha 6 ou 7 anos e nutria uma admiração imensa por um amigo de clube do meu pai, na época achava que isso era amor, acho que se encaixa naquele direito de se apaixonar por algum professor durante a infância, não lembro ao certo a idade dele, talvez algo entre 30 e 40, e muito menos o nome, mas era amor. Ele era alto, magro e cabelo preto, depois quando cresci e vi fotos do passado pude constatar que ele era horrível, porém é meu tipo de homem até hoje: os altos e magros.

Ficava esperando as festas e churrascos do clube, mas sempre fui uma criança muito tímida e arisca, por isso quando qualquer pessoa se aproximava para passar a mão na minha cabeça ou apertar as minhas bochechas eu dava um jeito de fugir, de todo mundo, inclusive do meu "amor".

Não lembro como esse amor começou e muito menos como acabou, suspeito que tenha sido com a chegada do meu segundo amor.

Esse comportamento arredio eu conservei para o resto da minha vida, eu posso estar morrendo de amores, mas inicialmente sempre vou fugir, sempre vou demonstrar que não estou nem aí ou que não gosto mesmo.

Durante muito tempo continuei a colecionar amores masculinos, platônicos e reais, hoje percebo que me curava mais rápido e suportava menos erros quando os escolhidos eram homens.

Sunday, May 13, 2012

A primeira vez...

Ah… o amor…

Que eu me lembre, me apaixonei pela primeira vez aos 7 ou 8 anos de idade. Ele tinha lindos cabelos loiros com corte de tigelinha, estudava na mesma escola que eu e não fazia a menor idéia da minha existência.

Na minha imaginaçãozinha malditamente fértil, éramos namoradinhos e ele era tão apaixonado por mim quanto eu por ele. Nunca nos falamos mas, ainda assim, eu alimentava esperanças de que um dia ele me notasse e essa esperança era suficiente para que eu continuasse a afastar meu coleguinha de ônibus de ter qualquer "idéia" comigo.

Desde criança, meu coraçãozinho faz escolhas duvidosas e sofre por elas… Mas fazer o que, né? Dizem que é a vida…

Pode me falar o que for, mas pra mim, foi amor! Eu não me lembraria dele até hoje se não tivesse sido amor! Certo?

Só sofri. Foi o amor me dando a primeira amostra de como seria o resto da minha vidinha. Pena que eu não tinha idade suficiente pra entender o recado e tentar me armar, mas também, quem garante que adiantaria? O amor é faceiro… te pega por onde você menos espera…