Showing posts with label brilho eterno de uma mente sem lembrança. Show all posts
Showing posts with label brilho eterno de uma mente sem lembrança. Show all posts

Wednesday, August 7, 2013

Amarga

Hoje estou amarga, tão amarga quanto o sumo da folha de boldo... chá de boldo é fichinha perto do amargor do sumo do boldo.

Lá em casa quando alguém tinha indisposição por ter comido algo minha vó amassava o boldo, espremia para tirar o sumo e tomava ou nos dava para tomar, era algo tão ruim que na mesma hora a vontade era vomitar tudo que existia e não existia dentro de mim, mas era algo ruim que me faria bem.

Hoje meu amargor vem do (des)amor, de uma situação que fez reviver em mim as piores sensações que tive nos últimos anos, foram sensações ruins que a longo prazo percebi que aconteceram para o meu bem, mas na hora que aconteceu, quando o sumo do boldo passou pela minha garganta foi tão ruim... tão ruim, que até hoje quando lembro disto eu sofro, eu deságuo, me arrependo do que "comi" (vivi) e tenho desejo de voltar pelo menos quase uma década e meia na minha vida e fazer tudo diferente.

Wednesday, January 9, 2013

Once upon a time...

Faz um tempo, alguns anos na verdade, que tento assistir o filme Brilho eterno de uma mente sem lembrança, mas sempre algo me desviou e nunca dava certo assistir.

Eu sou reconhecidamente fã do esquecimento, gosto de acreditar que sou capaz de esquecer pessoas, relações, sentimentos, sensações e que a partir desta amnésia programada eu possa começar outra vida leve como um bebê, vazia e pronta para toda a carga de novas experiências; e por este motivo o filme sempre me chamou atenção, porque a ideia central de que você pode apagar alguém da sua mente me seduz tanto que causou uma curiosidade enorme para ver o modo como isto seria tratado no filme.

Gostei do filme, me mostrou uma face diferente do esquecimento e do estar vazio para (re)começar uma nova vida, uma nova relação. Rendeu conversa com várias pessoas e me rendeu uma experiência boa...

Nas conversas rolou de tudo, mas uma visão interessante é a de que não importa com quem você se envolva, a menos que você mude seu modo de ser, será sempre o mesmo tipo de relação e será sempre o mesmo ciclo de vida, então pensando nisto poderíamos (re)começar sempre com a mesma pessoa, pois o fim seria sempre o mesmo, ou então se não queremos o mesmo ciclo temos que nos mudar e aí sim começar uma relação 100% nova, caso contrário será sempre a mesma relação, mas com personagens diferentes.

Resolvi fazer uma experiência levando em consideração esta lógica que surgiu na conversa, a de que precisamos mudar e nos aprimorar (afinal também erramos nas relações) para aí sim ter novos (re)começos, e foi (esta sendo) interessante, muito enriquecedora...

Em tempo, antes que fiquem imaginando que estou querendo revival com ex amores: não precisamos fazer este (re)começo com alguém que já conhecemos ou já nos relacionamos, podemos fazer este (re)começo com qualquer novo ser que surja na nossa vida.

Vou vivendo assim agora, esquecendo não os outros e as coisas, mas sim os comportamentos que tenho e que me fazem chegar sempre no mesmo fim e atrair sempre os mesmos tipos de pessoas.

Não existe conto de fadas, existe sim a felicidade quando reconhecemos nossos erros e não apenas o dos outros...