Mas tem um medo que me corrói e ele é relacionado ao amor, ou melhor, aos relacionamentos, o medo de ser caminho e não destino.
Showing posts with label desapego. Show all posts
Showing posts with label desapego. Show all posts
Wednesday, February 19, 2014
Sobre ser caminho
Tenho medo de várias coisas, das mais corriqueiras como andar sozinha a noite em uma rua mal iluminada às mais bizarras como medo de levantar a noite para ir ao banheiro que fica ao lado do meu quarto. Só que o mais interessante da minha relação com o medo é que eu gosto de enfrentá-lo, volto para casa tarde da noite sozinha (cagando nas calças, mas volto), levanto de madrugada para ir ao banheiro (de luz acesa, mas vou) e um montão de enfrentamentos que pratico diariamente.
Wednesday, August 7, 2013
Amarga
Hoje estou amarga, tão amarga quanto o sumo da folha de boldo... chá de boldo é fichinha perto do amargor do sumo do boldo.
Lá em casa quando alguém tinha indisposição por ter comido algo minha vó amassava o boldo, espremia para tirar o sumo e tomava ou nos dava para tomar, era algo tão ruim que na mesma hora a vontade era vomitar tudo que existia e não existia dentro de mim, mas era algo ruim que me faria bem.
Hoje meu amargor vem do (des)amor, de uma situação que fez reviver em mim as piores sensações que tive nos últimos anos, foram sensações ruins que a longo prazo percebi que aconteceram para o meu bem, mas na hora que aconteceu, quando o sumo do boldo passou pela minha garganta foi tão ruim... tão ruim, que até hoje quando lembro disto eu sofro, eu deságuo, me arrependo do que "comi" (vivi) e tenho desejo de voltar pelo menos quase uma década e meia na minha vida e fazer tudo diferente.
Lá em casa quando alguém tinha indisposição por ter comido algo minha vó amassava o boldo, espremia para tirar o sumo e tomava ou nos dava para tomar, era algo tão ruim que na mesma hora a vontade era vomitar tudo que existia e não existia dentro de mim, mas era algo ruim que me faria bem.
Hoje meu amargor vem do (des)amor, de uma situação que fez reviver em mim as piores sensações que tive nos últimos anos, foram sensações ruins que a longo prazo percebi que aconteceram para o meu bem, mas na hora que aconteceu, quando o sumo do boldo passou pela minha garganta foi tão ruim... tão ruim, que até hoje quando lembro disto eu sofro, eu deságuo, me arrependo do que "comi" (vivi) e tenho desejo de voltar pelo menos quase uma década e meia na minha vida e fazer tudo diferente.
Wednesday, January 16, 2013
Sobre a leveza de não ser responsável...
![]() |
| http://weheartit.com/entry/48860315 |
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.", Antoine de Saint-Exupéry.
Li e escutei esta frase inúmeras vezes, porém nunca tinha lido O Pequeno Príncipe, eu colocava um peso tão grande sem nem ao menos conhecer o contexto em que a frase tinha sido aplicada, para mim era quase como uma sentença de amor eterno.
Por causa de uma coincidência do destino eu acordei cedo demais no último sábado e dei de cara com o livro ali quietinho, posicionado quase que estrategicamente ao lado da minha cabeça, pensei: leio ou não leio? Será que vai dar tempo de terminar antes do final de semana acabar? A curiosidade foi maior que a dúvida, por isto comecei a leitura, para a minha surpresa foi super rápido, antes mesmo dos meus companheiros de acampamento acordarem eu já tinha terminado o livro.
Após ler o livro a frase perdeu o peso de amor eterno que tinha para mim, na verdade o que ficou é que precisamos ser responsáveis pelos nossos desejos antes de sermos responsáveis pelos outros, que não devemos ter medo de seguir em frente porque temos que "cuidar" de alguém ou porque este alguém é "dependente" de nós.
Cativamos pessoas todos os dias e também somos cativados, não dá para ser responsável em nenhum nível, tudo é circunstancial, as prioridades mudam a cada instante, não tem como prometer a eternidade para nada e me conscientizar disto me deu uma leveza enorme.
Não, não sou responsável por nada de bom ou ruim que outra pessoa viveu, nós nos permitimos viver este bom ou ruim, para viver uma relação (não só amorosa) é preciso mais do que um indivíduo e cada envolvido é responsável pelo que de bom ou de ruim lhe aconteceu, o que ele permitiu e o que ele infligiu ao outro.
E como é leve não ser responsável pelo outro, pelo que ele diz ou acha... dá vontade de sair cantando, estou apaixonada pela sensação de liberdade que é não ser responsável. Enquanto a Thais trocou o amor dela pelo Damien (Devaneios sobre soluções), eu troquei meu amor pela leveza da não responsabilidade, é tanto amor que deixo até a trilha sonora para esta fase atual.
Friday, September 21, 2012
Pessoas que marcam fases da vida
Não sou muito de criar raizes. Me mudei muitas vezes e confesso que até gosto de viver desse jeito. O mais interessante é que acabo não criando laços com as pessoas também. Não sempre, claro! Tenho amigos daqueles pra vida toda em todos os lugares por onde passei. Mas a maioria das pessoas que fazem parte da minha vida quando moro num lugar, ficam lá depois que eu saio e perco o contato.
Mas o mais interessante MESMO é que faço isso com os caras com quem me relaciono também (com raras exceções).
Pra mim, alguns "casinhos" ficam associados com fases da minha vida e eu simplesmente não consigo desvincular! É o tipo de relacionamento de curtíssimo prazo que é super legal, mas para de acontecer e depois que passa um tempo fica aquele sentimento de que foi mesmo muito legal, mas que eu não faço questão nenhuma de repetir a dose.
Como vivo mudando minha vida, vivo mudando meus casos também. O legal é que sinto algo super especial por todos eles. Um sentimento de que sempre serei um pouquinho apaixonada por cada um deles (sou assim, me apego fácil e me desapego fácil, mas continuo apegada). Ô, mulher confusa! :) Esse é o meu jeitinho. hahaha
No final das contas, esse meu sentimento bom com os caras com quem parei de sair subtamente é justamente por causa da falta de continuidade. Outro dia, conversando com a Liana, chegamos à conclusão de que, se não tem amor, o melhor mesmo é ficar com a pessoa uma ou duas vezes só. Fica o sentimento de que foi legal e nada acontece pra estragar a lembrança.
Se for assim, ficando uma ou duas vezes com cada pessoa, podemos fazer uma coleção de relacionamentos perfeitos ao longo de nossas vidas. Talvez essa seja a receita para a felicidade! E eu, como sou super comprometida com a ciência, to aqui, firme e forte, testando a teoria pra depois avisar pra vocês se dá certo ou não! ;)
Como sempre, quando se trata de relacionamentos, não ando tendo muito sucesso porque não sou disciplinada o suficiente. Já errei com mais um mocinho... não sei exatamente onde, mas a coisa desandou. Tenho uma idéia do que deu errado, mas isso é assunto pra outro post. Por enquanto.... bora pro próximo passo....
Mas o mais interessante MESMO é que faço isso com os caras com quem me relaciono também (com raras exceções).
Pra mim, alguns "casinhos" ficam associados com fases da minha vida e eu simplesmente não consigo desvincular! É o tipo de relacionamento de curtíssimo prazo que é super legal, mas para de acontecer e depois que passa um tempo fica aquele sentimento de que foi mesmo muito legal, mas que eu não faço questão nenhuma de repetir a dose.
Como vivo mudando minha vida, vivo mudando meus casos também. O legal é que sinto algo super especial por todos eles. Um sentimento de que sempre serei um pouquinho apaixonada por cada um deles (sou assim, me apego fácil e me desapego fácil, mas continuo apegada). Ô, mulher confusa! :) Esse é o meu jeitinho. hahaha
No final das contas, esse meu sentimento bom com os caras com quem parei de sair subtamente é justamente por causa da falta de continuidade. Outro dia, conversando com a Liana, chegamos à conclusão de que, se não tem amor, o melhor mesmo é ficar com a pessoa uma ou duas vezes só. Fica o sentimento de que foi legal e nada acontece pra estragar a lembrança.
Se for assim, ficando uma ou duas vezes com cada pessoa, podemos fazer uma coleção de relacionamentos perfeitos ao longo de nossas vidas. Talvez essa seja a receita para a felicidade! E eu, como sou super comprometida com a ciência, to aqui, firme e forte, testando a teoria pra depois avisar pra vocês se dá certo ou não! ;)
Como sempre, quando se trata de relacionamentos, não ando tendo muito sucesso porque não sou disciplinada o suficiente. Já errei com mais um mocinho... não sei exatamente onde, mas a coisa desandou. Tenho uma idéia do que deu errado, mas isso é assunto pra outro post. Por enquanto.... bora pro próximo passo....
Wednesday, August 8, 2012
Quando seu Armani fica mais bonito em outra pessoa...
Amo o filme Divã, esta cena aí de cima exemplifica muitos casos da vida real. Quem me lembrou deste trecho do filme foi uma pessoa que gosto muito, gosto não, amo (tenho mania de minimizar/amenizar minhas emoções, estou trabalhando isso, mas é papo para outro post)... Enfim, desde que ela me falou sobre essa cena do filme, toda vez que vejo alguém (até eu mesma) falando sobre como o (a) ex faz coisas com o (a) atual que não fazia com você, me lembro na hora desta cena.
Não, não quero pegar meu Armani de volta... hahahaha, mas é importante entender que ele teve um valor enquanto esteve com a gente e que não é porque o corpo da outra pessoa é mais adequado ao estilo daquela roupa que o seu corpo é desproporcional, inadequado ou feio, talvez só não fosse mesmo seu estilo natural; era seu número, cabia certinho, era confortável e gostoso, mas faltava aquele Q de Gisele Bündchen quando você desfilava pelas ruas.
Quem nunca fez um mimimi qualquer, nem que seja bem suave, quando escutou ou viu alguma coisa de um (a) ex com o (a) atual? Claro que com o tempo vai passando, mas no começo é quase impossível não ficar despeitada com estas coisas, mesmo você já tendo comprado vários vestidos novos que ficam mil vezes mais bonitos em você ou até mesmo quando você já encontrou o vestido encantado que tanto procurava.
Eu encontrei o meu vestido encantado perfeito, feito sob medida pela Stella McCartney (rs), mas mesmo assim tenho coragem de assumir que às vezes olho o meu Armani da coleção passada no corpo de outra passeando por aí e torço sim o nariz.
Claro que não podemos nos esquecer de que também somos o Armani de alguém que ficou melhor em outra pessoa, assim fica mais reconfortante e trabalha a autoestima... rs
A vida amorosa é um grande brechó!
Wednesday, July 18, 2012
Prender ou soltar?
(trilha sonora do post: Regra Três, Toquinho - http://www.youtube.com/watch?v=UatW3jGwkHo&feature=related)
Tenho um colega no trabalho com quem converso assuntos variados, claro que o foco acaba sempre caindo nos relacionamentos, não só os amorosos, mas na maior parte das vezes sim, porque ambos se separaram "recentemente" e acabamos trocando as impressões que temos sobre os amores passados e as fases pós-término.
Hoje o assunto que surgiu foi quando temos alguém que nos deixa fazer tudo, vou explicar melhor: você gosta de fazer alguns programas, mas a pessoa que está com você não gosta e não se importa que você faça sozinha (o) ou com outra(s) pessoa(s). Só que quando essa liberação é constante pode ser chato, pois vira rotina e de repente você se vê fazendo coisas sozinha(o) e percebendo que a outra pessoa não faz mais a menor falta.
Eu sou destas que solta, que prefere liberar a ter que fazer coisas que não gosta e na situação inversa eu também prefiro sair com amigos a abrir mão de um programa só porque a pessoa que está comigo não quer ir. Eu achava que liberar as pessoas e a mim mesma era uma atitude de total compreensão, mas ele me disse que isso tem um pouco de egoísmo, pois você não quer fazer um esforço pelo outro (quando deixa ele ir sozinho em um programa que você não gosta) e não quer abrir mão de uma coisa que gosta (quando vai sozinha sem se importar que o outro ficou em algum lugar, fazendo sabe-se lá o que).
Por outro lado, durante toda a minha vida escutei várias pessoas reclamarem de parceiros que não as deixavam fazer nada sozinhas, que tudo tinha que ser feito em dupla, como se fossem irmãos siameses, do happy hour com o pessoal do trabalho até programas nitidamente individuais (despedida de solteiro, chá de bebê, depilação e etc). Pessoas que suplicavam silenciosamente por um momento individual.
Só que chegamos à conclusão que quando a pessoa "solta" demais chega um ponto que o outro perde a mão, inconscientemente pode ser proposital, para chamar atenção e avisar que precisa de rédeas (exatamente como as crianças sem educação que criam problemas para serem punidas pelos pais e serem notadas). Só que aí é tarde demais, porque você extrapolou a Regra Três...
Tenho um colega no trabalho com quem converso assuntos variados, claro que o foco acaba sempre caindo nos relacionamentos, não só os amorosos, mas na maior parte das vezes sim, porque ambos se separaram "recentemente" e acabamos trocando as impressões que temos sobre os amores passados e as fases pós-término.
Hoje o assunto que surgiu foi quando temos alguém que nos deixa fazer tudo, vou explicar melhor: você gosta de fazer alguns programas, mas a pessoa que está com você não gosta e não se importa que você faça sozinha (o) ou com outra(s) pessoa(s). Só que quando essa liberação é constante pode ser chato, pois vira rotina e de repente você se vê fazendo coisas sozinha(o) e percebendo que a outra pessoa não faz mais a menor falta.
Eu sou destas que solta, que prefere liberar a ter que fazer coisas que não gosta e na situação inversa eu também prefiro sair com amigos a abrir mão de um programa só porque a pessoa que está comigo não quer ir. Eu achava que liberar as pessoas e a mim mesma era uma atitude de total compreensão, mas ele me disse que isso tem um pouco de egoísmo, pois você não quer fazer um esforço pelo outro (quando deixa ele ir sozinho em um programa que você não gosta) e não quer abrir mão de uma coisa que gosta (quando vai sozinha sem se importar que o outro ficou em algum lugar, fazendo sabe-se lá o que).
Por outro lado, durante toda a minha vida escutei várias pessoas reclamarem de parceiros que não as deixavam fazer nada sozinhas, que tudo tinha que ser feito em dupla, como se fossem irmãos siameses, do happy hour com o pessoal do trabalho até programas nitidamente individuais (despedida de solteiro, chá de bebê, depilação e etc). Pessoas que suplicavam silenciosamente por um momento individual.
Só que chegamos à conclusão que quando a pessoa "solta" demais chega um ponto que o outro perde a mão, inconscientemente pode ser proposital, para chamar atenção e avisar que precisa de rédeas (exatamente como as crianças sem educação que criam problemas para serem punidas pelos pais e serem notadas). Só que aí é tarde demais, porque você extrapolou a Regra Três...
Subscribe to:
Posts (Atom)


