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Wednesday, May 7, 2014

Promessas e rituais

Todo final de ano a maioria das pessoas se prepara para fazer vários rituais e promessas que garantam boas energias e atitudes para o ano que virá. Com o final dos relacionamentos também não é diferente.

Quando as pessoas saem de um relacionamento elas fazem as promessas mais improváveis do mundo, são coisas como: nunca mais vou namorar/casar/morar junto, não vou amar novamente, da próxima vez vai ser diferente, vou emagrecer/malhar/ficar bonita(o) para ele(a) se arrepender e outras milhares de promessas que todo mundo já fez depois de acabar com alguém.

Wednesday, February 26, 2014

Meu coração é o Kenny!

Às vezes eu acho que meu coração é o Kenny do desenho South Park, talvez não só o meu, o de muitas pessoas deve ser assim também. Você tá lá de boa, vivendo a vida do jeito que dá e de repente POW, vem o caminhão das emoções silenciadas e atropela seu coração, não para nem para prestar socorro.

É triste, pesado e muitas vezes desumano...

Wednesday, February 19, 2014

Sobre ser caminho

Tenho medo de várias coisas, das mais corriqueiras como andar sozinha a noite em uma rua mal iluminada às mais bizarras como medo de levantar a noite para ir ao banheiro que fica ao lado do meu quarto. Só que o mais interessante da minha relação com o medo é que eu gosto de enfrentá-lo, volto para casa tarde da noite sozinha (cagando nas calças, mas volto), levanto de madrugada para ir ao banheiro (de luz acesa, mas vou) e um montão de enfrentamentos que pratico diariamente.

Mas tem um medo que me corrói e ele é relacionado ao amor, ou melhor, aos relacionamentos, o medo de ser caminho e não destino.

Wednesday, March 13, 2013

A arte de perder...


Faz tempo que ando perdendo coisas, pessoas, a hora, o jeito, a paciência, o cuidado, a crença no todo e na existência, mas o legal de perder tudo é que chega uma hora que o vaso fica vazio e estamos dentro de uma nova onda sem perceber, quando nos damos conta já estamos prontos para perder novamente.

Semana retrasada adiantei a coluna por perder a noção dos dias da semana, semana passada me ausentei também pelo mesmo motivo, quando vi a quarta-feira já estava no fim e achei melhor perder aquele dia, deixar passar sem muita dor, sem muita culpa.

No final de semana comprei um livro, sem saber do que se tratava a história uma amiga me mandou o vídeo do Abujamra declamando um poema de Elizabeth Bishop e acertou em cheio, pois o livro é baseado em uma troca de correspondências entre ela e seu amor.

Apesar de estar distraída e perdendo muitas coisas, não estou com a angustia da perda e seria muito interessante se quando perdêssemos um amor (se isto for realmente possível) a gente encarasse desta forma.

A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subsequente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você ( a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério. 

Wednesday, January 9, 2013

Once upon a time...

Faz um tempo, alguns anos na verdade, que tento assistir o filme Brilho eterno de uma mente sem lembrança, mas sempre algo me desviou e nunca dava certo assistir.

Eu sou reconhecidamente fã do esquecimento, gosto de acreditar que sou capaz de esquecer pessoas, relações, sentimentos, sensações e que a partir desta amnésia programada eu possa começar outra vida leve como um bebê, vazia e pronta para toda a carga de novas experiências; e por este motivo o filme sempre me chamou atenção, porque a ideia central de que você pode apagar alguém da sua mente me seduz tanto que causou uma curiosidade enorme para ver o modo como isto seria tratado no filme.

Gostei do filme, me mostrou uma face diferente do esquecimento e do estar vazio para (re)começar uma nova vida, uma nova relação. Rendeu conversa com várias pessoas e me rendeu uma experiência boa...

Nas conversas rolou de tudo, mas uma visão interessante é a de que não importa com quem você se envolva, a menos que você mude seu modo de ser, será sempre o mesmo tipo de relação e será sempre o mesmo ciclo de vida, então pensando nisto poderíamos (re)começar sempre com a mesma pessoa, pois o fim seria sempre o mesmo, ou então se não queremos o mesmo ciclo temos que nos mudar e aí sim começar uma relação 100% nova, caso contrário será sempre a mesma relação, mas com personagens diferentes.

Resolvi fazer uma experiência levando em consideração esta lógica que surgiu na conversa, a de que precisamos mudar e nos aprimorar (afinal também erramos nas relações) para aí sim ter novos (re)começos, e foi (esta sendo) interessante, muito enriquecedora...

Em tempo, antes que fiquem imaginando que estou querendo revival com ex amores: não precisamos fazer este (re)começo com alguém que já conhecemos ou já nos relacionamos, podemos fazer este (re)começo com qualquer novo ser que surja na nossa vida.

Vou vivendo assim agora, esquecendo não os outros e as coisas, mas sim os comportamentos que tenho e que me fazem chegar sempre no mesmo fim e atrair sempre os mesmos tipos de pessoas.

Não existe conto de fadas, existe sim a felicidade quando reconhecemos nossos erros e não apenas o dos outros...

Wednesday, December 12, 2012

VA Convida: Não-relação (C.F)


créditos: Ray - We Heart It
Quando fui convidada para escrever por aqui e sendo leitora assídua do blog, pensei logo na trilha sonora do meu post.

O problema é que a música ainda não foi inventada. Na verdade, podia ser uma mistura de músicas melosas de amor, outras tantas que nos fazem caminhar pela rua desfilando como se estivesse sendo observado por câmeras para um filme e, finalmente, músicas de desamor.

Talvez seja apenas uma longa fase. Alguns chamam de não comprometimento, de fuga, de egoísmo. Eu chamo apenas de não relação. E o que posso fazer se gosto de viver inícios? Talvez, um dia me canse e viva novamente algo com início, meio e fim (ou sem fim. Afinal, não se entra numa relação se não se acredita no pra sempre), mas por enquanto, o início é o que me interessa.