Wednesday, June 11, 2014

Amor lugar comum

"Têm medo do amor e medo de não saber amar
Têm medo da sombra e medo da luz
Têm medo de pedir e medo de calar
Medo que da medo do medo que da"
Medo - Lenine


Passei vários dias falando e vivenciando o amor de várias formas, foi uma experiência incrível e inesperada. Tudo bem que falo de amor todo dia e com várias pessoas, não só de amor romântico, acabo conversando sobre todos os lugares onde também dedicamos um tipo de amor: trabalho, família, amizade, animais de estimação e etc; mas desta vez foi diferente, foi uma imersão de amor.

Foi um bombardeio tão intenso de coisas que ainda estou processando, mas acho que toda esta "confusão" mental se resumiu nesta frase que encontrei pichada em um muro: "...e se nós perdêssemos essa espécie de medo que nos suaviza [paralisa] inutilmente?"

Às vezes a pessoa quer largar tudo e trabalhar com o que realmente gosta de fazer com amor, mas aí vem o medo e fica lá em um emprego que permite manter a vida suave.

Tem casos onde a pessoa viveu um amor e saiu da história magoada e cria aquela hesitação, não consegue mais se entregar 100% em mais nenhuma relação. 

Pessoas que perderam algum bichinho de estimação e não querem ter mais animais para não sofrer novamente a tristeza de perder um peludinho.

Então fiquei pensando sobre isto, sobre ser inevitável sofrer, mas também ser desnecessário evitar, até porque para sofrer por amor antes é preciso ter sido feliz (na maioria dos casos) e ainda temos a chance de ser feliz e nem chegar a sofrer novamente. No ciclo de alegria e tristeza do amor temos mais chances de ter um resultado positivo na felicidade, porque o máximo é ficar empatado.


1 comentários:

Lea S. said...

Só para registrar: não ficou superficial. Foram todas essas dimensões do Amor visitadas de forma tão cirúrgica que nem tudo caberia numa tradução agora. É preciso de um tempo para digerir e ressignificar.

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