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Wednesday, April 16, 2014

VA Convida: Hoje tem... (Débora Bertoncelo)


Sempre achei que a gula e luxúria estavam de mãos dadas, ou que algumas partes do corpo estavam unidas.
Ser dominado pelas paixões, assim definem os mais singelos, sobre a luxúria. E para gula figuram - o desejo ardente – na abstração da palavra. Dionísio, Baco para os romanos, é o deus do vinho, do deleite, e tanto gula quanto luxúria são apenas excessos... de prazer.

Wednesday, April 9, 2014

VA Convida: Friendzone e outros mimimis convenientes (Belise Mofeoli)

Freud não explica nada. Muito basicozinho para o meu gosto. E de todos os grandes furos dele, o pior foi a tal “inveja do pênis”. Papo furado! Não preciso ser homem para me auto afirmar. Não fui criada para sentir-me castrada. Aos 3 anos de idade ia ao baile da Carnaval fantasiada de melindrosa porque, nas palavras da minha mãe, "Melindrosas eram vanguardistas, ousadas e ditavam o estilo da época. Gostavam de dançar." O problema é que a maioria dos homens, ao que parecem, têm uma autoestima... exagerada. Amar-se é bom, mas é impossível obrigar alguém a nos amar ou nos querer. Frustrados com alguns “nãos”, – afinal, sempre tiveram tudo –, alguns membros do masculino começaram a propagar o termo ‘Friendzone”.

Wednesday, March 26, 2014

VA Convida: Não sou a Rachel Maddow, mas “Por ti minha alma sofre”. (Eneida Sela)

Aqui venho na qualidade de voz dissonante. Ao contrário do que afirmam os lamuriosos, o romance está no ar. No ar, nos aplicativos, nas redes sociais, nas mensagens de texto – “porque eu mando mais torpedos que a Marinha americana” (saudades dessa música). O problema, leitores, não é a oferta, pois, para usar uma deselegante metáfora inspirada no capitalismo, o mercado está aquecido. O problema é a qualidade da oferta, o que também não é nenhuma surpresa de acordo com a ciência da estatística aplicada aos relacionamentos.

Meses atrás, foi divulgada na internet a descoberta de uma relíquia apelidada “cartão da paquera”. O objeto foi casualmente encontrado entre as páginas de um livro que pertencia ao homem de letras e político gaúcho Othelo Rodrigues Rosa (1889-1956). Provavelmente utilizado entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o tal cartão é ao mesmo tempo uma expressão de romantismo, ousadia e praticidade:


Wednesday, March 19, 2014

VA Convida: Feedback amoroso (Heloísa Coimbra)

Vocês devem conhecer o feedback profissional, o que recebemos no lugar onde a gente trabalha, já o feedback amoroso é diferente, funciona quase como no trabalho, o funcionário recebe o feedback e desta forma continua no trabalho porque fica combinado que vai acontecer mudanças positivas.

Wednesday, March 12, 2014

VA Convida: O bom do vadio (Isabel Oliveira)


Hoje nossa convidada fala das consequências do seu contato com o Vadio Amor, esperamos que vocês gostem e inspirem-se para também contar suas histórias. :)

Wednesday, October 16, 2013

VA Convida: Como sobreviver solteira (Ellen Dias)



Depois dos 15 anos a pergunta que mais escutamos é sobre a nossa futura profissão e aí quando estamos chegando aos 18 anos as pessoas aumentam a preocupação querendo saber sobre o seu namorado.

Normalmente essa fase dura muito tempo, para algumas mulheres ela nem chega a passar...

Solução:

Podemos cair totalmente para o lado moderno e falar que estamos mais focadas na nossa vida acadêmica, preocupada com o nosso futuro profissional e que namorar é algo secundário nesse momento da sua vida.

Outra opção seria se comportar como uma mulher tradicional e falar que sua vida acadêmica toma todo seu tempo, que você não consegue nem sair com as amigas e que do jeito que a coisa anda você tem certeza que ficará para a titia, tudo isso regado a muitas lágrimas e desespero.
Adoro usar a opção desesperada, rende muitos encontros de indicação.

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Por Ellen Dias

Wednesday, April 24, 2013

VA Convida: Amores incríveis (Carina Ramires)

O post de hoje foi enviado por uma amiga mais que querida e combina muito com o momento atual do blog,  porque nosso filho faz um ano e temos por ele um amor incrível também. Por falar nisto, já enviou sua frase para o concurso? Clique aqui e faça isto agora!


Hoje vim falar de amor, do amor mais maluco que já experimentei. Quem me conhece já deve estar pensando: "oba... lá vem uma história proibida!!!!". Mas que isso sirva de reflexão: qualquer ser humano pode sentir qualquer tipo de amor e todos tão válidos quanto a própria existência!

Tenho uma filha de 12 anos. A melhor coisa que já fiz. Nunca imaginei que sentiria esse tipo de amor. Puro e incondicional? Sei lá, dizem que sim. Mas, às vezes, o considero até meio bobo, sabe aquele sorriso débil no meio da cara diante de uma sacada qualquer, uma piada ou descoberta? Enfim, incansável amor sem que nem pra que. Só amo.

Wednesday, December 26, 2012

VA Convida: Balancete amoroso (Belise Mofeoli)

A primeira vez em que eu soube que alguém gostava de mim, se não me engano, eu estava na quinta série e o “Romeu” da vez era o A.. Ele não constava na lista dos caras mais bonitos ou populares da sala, mas era, sem discussão, fofo! No duplo sentido da palavra. Levemente gordinho, e de uma doçura ímpar. E inteligente. Não sei se foi verdade, se ele gostava de mim ou não. Nunca perguntei. (Tímida!) Mas o fato de saber que alguém podia mesmo estar interessado em quem eu era, me fez sentir esquisita... vaidosa. A. não foi meu namoradinho de infância.

Alguns anos depois, em outra escola, todas as meninas da sala suspiravam pelo menino alto de bochechas vermelhíssimas, exceto eu. Pensava que, se era mesmo preciso eleger alguém interessante, por que não aquele que tirava ótimas notas, que tinha nariz imenso, e nome de astro do rock? Não, nunca fui a fim dele. Mas poderia de ter sido. Um adolescente educadíssimo! Raridade já naquela época.

Wednesday, December 19, 2012

VA Convida: Mas afinal o que é o amor livre? (Sabina Anzuategui)

filme "Novecento", de Bernardo Bertolucci.
Os atores são Robert De Niro, Stefania Casini e Gérard Depardieu
Aos dezesseis anos eu escrevia longas cartas semanais a um jornalista que era meu amor platônico. Às vezes ele respondia. Numa carta ele contou que tinha namorada e respondi: "Tudo bem, eu acredito no amor livre."

Eu era anarquista na adolescência, desde a leitura de "Colônia Cecília", por sugestão da professora de português. No romance, o amor livre não parece muito inspirador. O idealista Giovanni Rossi sofre suas dores de corno quando a esposa avisa que tem um interessado em colocar a ideia em prática. Mas o princípio me encantou: afinal de contas, por que não? Por que não estabelecer um acordo de liberdade mútua, com negociações claras e civilizadas nas variações de oferta e demanda? Ainda virgem em meu dia-a-dia de escola, casa e televisão, o amor livre parecia certamente mais elegante que adultos em crises de choro, bebedeira e barracos monumentais, aos berros no telefone e nas madrugadas.

Wednesday, December 12, 2012

VA Convida: Não-relação (C.F)


créditos: Ray - We Heart It
Quando fui convidada para escrever por aqui e sendo leitora assídua do blog, pensei logo na trilha sonora do meu post.

O problema é que a música ainda não foi inventada. Na verdade, podia ser uma mistura de músicas melosas de amor, outras tantas que nos fazem caminhar pela rua desfilando como se estivesse sendo observado por câmeras para um filme e, finalmente, músicas de desamor.

Talvez seja apenas uma longa fase. Alguns chamam de não comprometimento, de fuga, de egoísmo. Eu chamo apenas de não relação. E o que posso fazer se gosto de viver inícios? Talvez, um dia me canse e viva novamente algo com início, meio e fim (ou sem fim. Afinal, não se entra numa relação se não se acredita no pra sempre), mas por enquanto, o início é o que me interessa.

Wednesday, December 5, 2012

VA Convida: Ode ao ronco (F.S)

Sou desses que faz terapia. Na última sessão, meu terapeuta disse que tenho essa característica de aprofundar um simples fato ou ato cotidiano. Isso não necessariamente é ruim, desde que eu use ao meu favor, claro. Mas parece que isso é mais meu do que eu sabia. Agora eu sei. E concordo. Eu gosto disso. O que me leva a querer dissecar uma constatação ordinária.

Ontem eu ronquei. E aconteceu a percepção do ronco. A moça que dividiu comigo algumas cervejas, bom papo e minha cama, disse: você ronca. Não foi uma informação nova, mas certamente não é algo que penso todos os dias antes de dormir: vou roncar. E quando o outro diz isso sobre mim, em voz alta, ainda que seja uma brincadeira, abre um caminho para pensar no que implica essa percepção.