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Wednesday, February 6, 2013

A encenação amorosa

Esta semana rolou uma discussão bem legal lá na fan page do Vadio Amor sobre a predileção das mulheres por cafajestes e paralelamente aconteceu uma situação engraçada de falta de vergonha na cara de pessoas comprometidas.

Durante boa parte da minha vida, mesmo sendo "casada", vivi como uma mulher solteira, saindo com os amigos e mesmo os que eram casados também se comportavam da mesma forma, sem estas cerimônias de programinha padrão de casal, era uma espécie de turma de amigos. Eu achava que a vida perfeita era esta, casais que vivem em sociedade sem ter que andar praticamente algemados.

Depois comecei a ter aquela vontade de andar dentro do "padrão", esta coisa família, onde os casais também tem filhos e se encontram para programas mais comportados, onde as crianças e os velhos também podem frequentar sem problemas, mas aí comecei a perceber que a grande maioria dos casais (não todos, apenas a maioria) vive de encenação. Um dos lados mal espera uma oportunidade discreta para flertar com a outra pessoa do casal amigo, às vezes uma pessoa fala mal da outra para esconder que ela mesmo está te sacaneando, rola putaria e várias outras situações medonhas que são criadas só para alimentar a peça teatral amorosa do casal.

Tem pessoas que são ótimas artistas e você nem percebe que é apenas uma encenação, outras (como a desta semana) só de bater o olho você já sabe o que vai acontecer, aí abre-se um bolão e pacientemente espera-se o desenrolar da trama, o sortudo que acertar o tempo e a ação certa acaba levando uns 10 ou 20 reais de compensação pela "vidência".

Por estas e muitas outras me parece que os relacionamentos de hoje em dia estão cada vez mais estranhos e menos duradouros. Temos que ser cegos ou muito inocentes...

Os cafas, sejam eles do sexo feminino ou masculino, só conseguem ser assim porque são ótimos artistas e ser cafa é uma arte, um bom cafa nunca é descoberto, ele sempre sai ileso e em muitos casos ele já é comprometido também.


Wednesday, September 12, 2012

Stalker, todo mundo já foi ou conhece um

Você é cyberstalker?, clique para descobrir os 10 indícios 
Stalker é um termo inglês que significa, em tradução livre, "o espreitador", "aquele que se esgueira", um caçador à espreita.

Outro dia tivemos uma festinha lá em casa e papo vai, papo vem e acabamos caindo no assunto de sempre: o amor e suas "psicopatias".

Eu confesso que gosto de pesquisar a vida das pessoas intimamente envolvidas comigo, gosto do termo pesquisar porque me faz parecer mais normal, menos neurótica.rs

Só que tenho a vantagem de ter o ascendente em capricórnio, fato que me torna uma controlada, praticamente um militar, então sigo duas regras para lidar com estes meus impulsos: a ignorância é uma dádiva e a lei da ação e reação.

A ignorância é uma dádiva

Isso pode ser usado para qualquer assunto da sua vida, mas uso apenas para casos de falecidos(pessoas com as quais já me envolvi amorosamente). Junto com este dito popular vem também o tradicional "o que os olhos não vêem o coração não sente", por isso bloqueio no Facebook, Twitter e excluo todos os contatos em comum em outras redes onde o bloqueio não é permitido, assim não corro o risco de ficar visualizando aparições desnecessárias.

É algo completamente masoquista, ficar acessando as redes sociais do ex para ver como anda a vida amorosa atual dele, até mesmo porque como diz uma amiga minha, as redes sociais são uma matrix, lá as pessoas colocam só o melhor delas. Quantos casais não estavam fazendo juras de amor em um dia pelo FB e no outro separados?

Então para que ficar se alimentando de informações que em grande parte dos casos são colocadas para as pessoas se convencerem da própria felicidade? Deixa o(a) ex viver o mundo de Alice que escolher e vá viver o seu também!

Ação e reação

Isso é um pouco chato da minha parte, mas costumo dosar minha aproximação com os outros conforme as atitudes da pessoa. Então se alguém me manda SMS ou qualquer outro tipo de contato eu respondo e me sinto autorizada para mandar algo em outro momento qualquer, porém se eu mandar a segunda tentativa de contato e a pessoa não responder, não mando mais nada e fico na minha.

Porém sempre que alguém fala comigo eu respondo, nem que seja para informar que eu não quero falar mais com a pessoa (eu sei, é loucura), é uma questão de respeito, odeio quando as pessoas somem sem informar o motivo, então sempre explico o motivo pelo qual vou deixar de falar com alguém.


Medidas drásticas

Conheço muita gente que "pesquisa" a minha vida e em uma tentativa de ajudar na cura deste vício acabo configurando meus perfis para mostrar o menor número de interação minha e de terceiros para os outros:

- Facebook o que escrevem no meu mural só eu leio, então evita aquele falatório sobre a mensagem que fulana(o) deixou, se estamos saindo ou não e etc.
- Twitter, perfil bloqueado e só entra quem me conhece bem, o resto bloqueio mesmo.
- Whatsapp, para evitar aquele problema sobre que horas eu acessei ou deixei de acessar e também me controlar para não ver o dos outros, tirei a opção de atualização.

E por aí vai, vou assim tentando me policiar para não ficar pesquisando a vida alheia e auxiliando a não pesquisarem a minha. É um controle de danos eterno!

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Matérias interessantes sobre o tema:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1151130-a-ex-do-meu-noivo-faz-da-minha-vida-um-inferno-afirma-fotografa.shtml


Wednesday, September 5, 2012

Esquentando a marmita em banho maria

Li tempos atrás um texto sobre o modo de amar da geração XYZ e que também estava se alastrando até para a geração baby boomer, era algo ligado com o avanço tecnológico e a fluidez do tempo, resumindo: as pessoas estavam mais "instáveis" nas relações, pois ficavam com medo de se comprometer e deixar passar outras oportunidades melhores.

Qual o motivo de estar escrevendo toda essa explicação? É que tenho percebido que as pessoas tem enrolado as outras, deixando-as como estepe. Não se dá mais um fora ou uma negativa definitiva, cada vez mais inventam desculpas para não sair ou não engatar um compromisso sério, mas coisas suaves para não deixar a outra pessoa com raiva ou decepcionada. Tem casos onde o ser some durante dias ou semanas e quando o outro já está quase se "curando" do encantamento... POW, o ser ressurge para fazer a manutenção e deixar o outro lá na espera, renovando as expectativas de felicidade e mantendo a marmita pronta para ser usada caso a espera no restaurante esteja grande demais.

O pior disto tudo é que não atinge só as pessoas que nasceram depois dos anos 90, está se alastrando para todas as idades, um monte de espertinhos(as) que se aproveitam do amor alheio e ficam enrolando as(os) candidatas(os) com baixa pontuação na classificação por tempo indeterminado, esperando a(o) candidata(o) da primeira posição aceitar ou não o compromisso.

Ok, a vida é dos espertos, das pessoas comprometidas que mantém casos extra conjugais porque não querem perder nenhuma vantagem, dos solteiros que ficam mantendo os candidatos em banho-maria enquanto não conseguem quem realmente querem e dos "inocentes" que estão sempre do outro lado da situação.

Se você é uma pessoa que coleciona marmitex, por favor, para com isso. Liberte esta comida para quem precisa e vai fazer melhor proveito dela. 

Afinal, se você não quer alguém agora, o que te fará querer esta pessoa depois? Só por falta de opção não vale, tem que ser porque o vadio amor falou mais alto.

Confissões: eu já esquentei marmita em banho-maria e me envergonho disto, pois nunca fiquei com a pessoa, só gastei o tempo que ela podia estar dedicando a outra.

Wednesday, August 1, 2012

3 meses, 3 anos

Eu e a Thaís costumamos conversar no final de algumas noites, embaladas por um bom chá e várias descobertas amorosas que fazemos nesta nova jornada.

Noite destas uma situação me fez lembrar uma verdade cruel, a de que o amor (intensidade e sinceridade) parece sempre exclusivo daquela pessoa que está com você, mas não é. Quando pegamos e-mails antigos, bilhetes, relembramos coisas, percebemos que é tudo exatamente igual e não estou generalizando, é a pura verdade, se todo mundo analisar friamente perceberá que repete as mesmas coisas em todos os relacionamentos.

Já foram contadas neste blog várias histórias de amores profundos e intensos de curta duração. Três meses, este é o tempo perfeito para viver um grande amor, para fazermos todas as juras sinceras, proferir todos os nunca e os para sempre, trocar todas as mensagens e ligações melosas possíveis, sonhar com os filhos, cachorros e as festas de final de ano.

Só que quando chegamos nos 3 meses nos iludimos que aquilo é tão bom e perfeito que pode ser estendido por mais tempo e aí temos 3 anos de puro sonho, onde começamos a construir a fundação da futura família, a consolidação do amor e aí depois deste tempo é outra coisa que une os casais e normalmente tudo que rolava naqueles 3 anos e 3 meses vai ficando cada vez mais distante, sendo substituídos por várias lutas e interesses em comum junto, com sexo esporádico e cansaço de trabalho.

Eu já tive um amor de 3 meses que se transformou em 3 anos e se estendeu por mais 7, confesso: não sei o motivo real pelo qual ele se estendeu por mais 7 anos, não dá para passar a receita e nem inventar uma profilaxia.

Já tive um amor de três meses que acabou aí e depois de muitos anos nos reencontramos e depois de vários encontros, sem cunho amoroso/sexual, percebi que não tinha nada a ver com aquela pessoa, na época fazia tanto sentido, era o amor da minha vida, queria passar o resto da minha existência ao lado daquela pessoa. Pensei: Graças a Deus que não levei adiante esse relacionamento!
E não é que a pessoa mudou nestes anos que a gente não se viu, eu é que só enxergava o que me agradava nestes três meses, várias coisas nós nem sequer chegamos a conversar enquanto estávamos juntas nestes três meses. Então foi ótimo ter guardado somente boas lembranças deste amor.

Já vivemos este tipo de sentimento várias vezes e é sempre igual, mas ainda nos surpreendemos/acreditamos, é exatamente o que diz a música da Adele (afe, tenho trauma desta mulher).